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Bill e Hillary Clinton se recusam a testemunhar no Congresso americano sobre caso Epstein

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton (1993-2001) e a sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, recusaram-se nesta terça-feira (13) a testemunhar perante um comitê da Câmara dos Representantes sobre o caso do financista Jeffrey Epstein.

Em agosto do ano passado, o Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos havia intimado o Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) e ex-autoridades dos partidos Republicano (do presidente Donald Trump) e Democrata, incluindo o casal Clinton, para obter informações sobre o caso de Epstein, que se matou na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por um esquema de tráfico sexual.

“Cada pessoa deve decidir quando já viu ou teve o suficiente e quando está preparada para lutar por este país, seus princípios e seu povo, independentemente das consequências. Para nós, o momento é agora”, afirmaram os Clinton em uma carta de quatro páginas enviada ao presidente do comitê, o republicano James Comer.

“As decisões que você tomou e as prioridades que estabeleceu como presidente em relação à investigação sobre Epstein impediram o avanço na descoberta dos fatos sobre o papel do governo”, acusaram os Clinton na carta, alegando que o republicano teria tentado desviar a atenção dos supostos vínculos de Trump com o financista.

Por sua vez, Comer adiantou à imprensa que, na próxima semana, o comitê iniciará os procedimentos para declarar Bill Clinton em “desacato ao Congresso”.

Em dezembro, em cumprimento a uma lei aprovada no Congresso americano e sancionada por Trump, o DOJ começou a divulgar todos os documentos sobre as acusações federais contra Epstein.

Trump sempre negou conhecimento ou participação no esquema de tráfico sexual de Epstein e nunca foi acusado por fatos relacionados, assim como Clinton.

O democrata apareceu em fotos divulgadas em dezembro ao lado de Epstein e da socialite inglesa Ghislaine Maxwell, que foi sócia e namorada do financista e cumpre pena de 20 anos de prisão por acusações relacionadas ao esquema.

Em resposta, o democrata pediu ao governo Trump que divulgue todos os arquivos nos quais ele aparece.

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