terça-feira , 3 fevereiro 2026
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BC confirma que começará a baixar juros, mas com “restrição adequada”

O Banco Central confirmou nesta terça (3) que já vê a possibilidade de começar a baixar a taxa básica de juros a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada em março. A sinalização consta da ata do encontro ocorrido na semana passada e que manteve a Selic em 15%.

Os juros no Brasil – considerados um dos maiores do mundo – está neste patamar desde o ano passado sob fortes críticas do governo e de parte do empresariado por encarecer o crédito e frear o avanço da economia. Para o Banco Central, é o remédio necessário para controlar a inflação que fechou 2025 em 4,26%, pouco abaixo do teto da meta de 4,5%.

No entanto, a autoridade monetária busca levar ao centro da meta, de 3%, apontando que a taxa de juros pode começar a ser baixada, mas com uma “restrição adequada” – ou seja, com cortes sutis e num período prolongado.

“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse o Copom na ata (veja na íntegra).

O comitê segue afirmando que essa estratégia “envolve calibração do nível de juros” e que o colegiado analisará todas as variáveis do mercado antes de decidir pelo nível de corte que fará na Selic. Economistas e agentes do mercado financeiro preveem, segundo o Relatório Focus desta semana, uma inflação ainda alta para o ano – de 3,99%.

“O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”, pontuou.

A “serenidade” no ritmo de corte é confirmada em outro ponto, em que o Copom “reafirma a necessidade da manutenção do patamar de juros em níveis restritivos, até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas à meta, dada a resiliência de fatores que pressionam preços tanto correntes quanto esperados, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho”.

Mais informações em instantes.

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