GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT
Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, preso pelo estupro e assassinato de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, permaneceu em silêncio durante o interrogatório realizado na noite de sexta-feira (29). O criminoso foi preso dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, onde, segundo a Polícia Civil, estaria à procura de novas vítimas.
De acordo com o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Reyvan tem perfil de predador sexual e escolhe mulheres em situação de vulnerabilidade. Abreu afirmou ao RepórterMT que o assassino ficou em silêncio durante a tentativa de colher o depoimento dele.
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Leia mais – Delegado acredita que maníaco estava atrás de mais vítimas
“Hoje estava na UFMT, provavelmente atrás de outra vítima, e eu digo que há uma grande probabilidade de encontrarmos novas vítimas de estupro ou até de homicídio após essa prisão”, afirmou o delegado nessa sexta em coletiva de imprensa.
Solange foi encontrada morta em 24 de julho em uma área desativada da Associação Atlética Master, dentro da universidade. Diagnosticada com esquizofrenia, ela foi esganada, sofreu ferimentos e teve a bolsa roubada. O corpo estava seminua e apresentava marcas de luta.
A polícia aponta que Reyvan agia sempre com faca e já havia atacado outras mulheres. Uma delas estava grávida de seis meses quando foi estuprada em 2021. O criminoso também é apontado como responsável por mais dois estupros e um feminicídio entre 2020 e 2022.
A primeira vítima identificada foi Marinalva Soares da Silva, 39 anos, encontrada morta em 27 de dezembro de 2020, no bairro Parque Ohara. Outros ataques ocorreram nos bairros Tijucal e Jardim Leblon.
A confirmação da autoria veio a partir de exame de DNA em uma bituca de cigarro deixada por Reyvan próximo ao corpo de Solange, que também o vinculou aos demais crimes.
Apontado como estuprador em série, ele foi levado para a DHPP, onde chorou e negou os crimes. Agora, com a prisão temporária decretada, seguirá à disposição da Justiça.
“O perfil dele é claro: mulheres vulneráveis. Age sozinho, com faca, e quando não consegue consumar o estupro, mata. É um predador sexual”, reforçou o delegado Bruno Abreu.