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Astronautas da missão Artemis II se preparam para retornar à Terra. Entenda o processo

Os quatro astronautas que fizeram história esta semana ao alcançarem a órbita lunar pela primeira vez em mais de meio século, se preparam para uma manobra tão crítica quanto a decolagem da missão Artemis II, nesta sexta-feira (10), com o objetivo de retornarem à Terra.

O processo de reentrada na atmosfera terrestre envolve muitas etapas de risco, entre elas uma queda a uma velocidade 45 vezes maior que a de um avião e temperaturas próximas à metade das da superfície do Sol.

O evento será transmitido pela Nasa e a previsão é de que a cápsula Órion vá cair no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, na Califórnia, pouco depois das 21h do horário de Brasília, após um ajuste de rota.

A bordo da cápsula Orion, Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen não só sentirão seu peso quadruplicar durante a queda a uma velocidade de 40 mil km/h, como também enfrentarão temperaturas extremas de até 2.760ºC, depositando todas as suas esperanças no escudo térmico, mais um teste de fogo da missão Artemis II.

Com o pouso na água, os tripulantes da missão Artemis II serão resgatados por equipes da Nasa e da Marinha americana, que estarão posicionadas próximos ao local da aterrisagem.

O administrador da Nasa, Jared Isaacman, afirmou que não descansará até que todos os quatro astronautas retornem em segurança para suas famílias e declarou que estará “pensando em sistemas de proteção térmica”. O resgate dos astronautas levará entre 30 e 45 minutos.

Quais as etapas do retorno à Terra?

A órbita de Órion é atraída pela gravidade da Terra para uma trajetória de retorno livre, garantindo uma viagem com baixo consumo de combustível. A cápsula se separará do módulo de serviço 42 minutos antes da descida e, a cerca de 120 quilômetros acima da superfície da Terra, uma dúzia de propulsores garantirá que ela esteja corretamente orientada.

A Orion irá acionar 11 paraquedas em estágios. Acionados a cerca de 2.700 metros de altitude e viajando a 210 quilômetros por hora, eles reduzirão a velocidade para menos de 32 quilômetros por hora. O resgate dos astronautas levará entre 30 e 45 minutos.

O escudo térmico se tornou uma das grandes preocupações da Nasa desde a explosão do ônibus espacial Columbia, em 2003, da missão Columbia STS-107, que matou todos os sete tripulantes durante retorno ao planeta.

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