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Assassino confessa ter matado e arrastado corpo de namorada com corrente em Sinop: "Quebrei o pescoço dela"

GUSTAVO CASTRO

DO REPÓRTERMT

Wellington Honorato dos Santos, acusado do feminicídio de Bruna de Oliveira, de 24 anos, confessou o crime ocorrido em junho de 2024 e pediu perdão aos familiares da vítima. Ele é julgamento hoje (27) pelo Tribunal do Júri de Sinop (a 500 km de Cuiabá), em Mato Grosso.

Errei e tenho que pagar pelo que fiz“, declarou o acusado, chorando diante dos jurados. Ele admitiu ter matado a namorada e arrastado o corpo dela por cerca de 400 metros, preso a uma corrente acoplada em sua motocicleta, até uma valeta no Parque Florestal.

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Wellington tentou justificar a violência alegando estar sob forte efeito de entorpecentes e que teria sido ameaçado pela vítima, que supostamente dizia pertencer a uma facção criminosaEla ficava falando de facção e que iria chamar os irmãozinhos dela, e eu quebrei o pescoço dela“, afirmou.

eia mais – Tribunal do Júri julga hoje assassino que arrastou corpo da namorada em moto em Sinop

Questionado sobre o fato de a vítima ter sido degolada, ele alegou lapsos de memória.

Não me lembro de ter cortado, o corpo acabou caindo e sendo arrastado enquanto eu seguia com a moto“, disse, tentando atribuir o corte profundo no pescoço ao atrito com o asfalto.

O irmão da vítima, Bruno de Oliveira, também prestou depoimento e detalhou sobre o dia do crime, bem como sobre o encontro do cadáver do corpo de Bruna. Ele relatou ter ido à quitinete da familiar e encontrado o local vazio, com marcas de sangue e sinais de limpeza apressada. Após buscas por conta própria em uma área de mata, ele localizou a irmã.

O corpo dela estava todo rasgado“, desabafou Bruno.

A avó de Bruna, Zulmira da Rosa, também foi ouvida e rebateu a narrativa do réu sobre o comportamento da neta, destacando que ela era uma mãe dedicada.

Ele sabia que ela tinha as três meninas. Quero que ele pague pelo que ele fez“.

A investigação da Polícia Civil, detalhada pelo investigador Reuber Gallio, aponta que o desentendimento fatal teria começado pela recusa de Bruna em vender um ventilador novo para que Wellington comprasse drogas. Câmeras de segurança de uma igreja registraram o momento em que o réu conduzia a moto arrastando a vítima pela corrente.

O julgamento segue em fase de debates entre acusação e defesa, e o Conselho de Sentença decidirá o veredito ainda nesta terça-feira.


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