sexta-feira , 3 abril 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Ao menos 8 governadores desistem da eleição e ficam no cargo até fim do mandato

Ao menos oito governadores em fim de segundo mandato decidiram não disputar cargos nas eleições de 2026 e permanecerão no cargo até o fim para conduzir a própria sucessão.

A escolha rompe com o padrão recente, em que a maioria dos chefes estaduais buscava novos postos, sobretudo no Senado.

A decisão ocorre em meio ao prazo de desincompatibilização, que levou outros dez governadores a deixarem os cargos para concorrer. O grupo que permanece fora da disputa reúne nomes que enfrentam impasses políticos locais, perderam espaço em articulações nacionais ou avaliaram que a influência sobre a sucessão pode ser mais relevante do que uma candidatura.

Leia mais:

Entre os casos mais emblemáticos estão Ratinho Junior e Eduardo Leite. Ambos chegaram a ser cotados para a Presidência pelo PSD, mas ficaram fora da corrida e optaram por não disputar outros cargos. No Rio Grande do Sul, Leite deve apoiar o vice, Gabriel Souza (MDB), como candidato ao governo.

Em outros estados, a permanência no cargo está diretamente ligada a conflitos com vices. Governadores evitaram renunciar para não transferir o comando a aliados que se tornaram adversários políticos.

Continua depois da publicidade

Esse cenário aparece no Rio Grande do Norte, onde Fátima Bezerra (PT) decidiu seguir no posto após o rompimento com o vice Walter Alves (MDB), que será candidato a deputado estadual.

A dupla renúncia resultaria em uma eleição indireta para um mandato-tampão, com cenário incerto na Assembleia Legislativa.

No Maranhão, a disputa entre Carlos Brandão (sem partido) e o vice Felipe Camarão (PT) elevou a tensão política e jurídica. A sucessão deve ocorrer com candidaturas em campos opostos, e a permanência do governador no cargo é vista como forma de manter controle sobre o processo.

Em Alagoas, Paulo Dantas (MDB) fica no posto, mas o clima é de consenso. Ele vai apoiar a volta do seu antecessor, Renan Filho (MDB).

Situações semelhantes influenciaram decisões em outros estados, como Amazonas, Rondônia e Tocantins, onde governadores também enfrentam desgaste com seus vices e optaram por não abrir mão do cargo.

A estratégia também tem impacto na eleição presidencial. Ao permanecerem nos governos, esses chefes estaduais preservam capacidade de articulação regional e montagem de palanques.

Continua depois da publicidade

No caso de Fátima Bezerra, a decisão incluiu abrir mão de uma candidatura ao Senado para priorizar a construção de um cenário favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.

Leia também:

Os que deixam os cargos

No grupo dos que deixaram o cargo, há movimentos com foco nacional. Romeu Zema antecipou a saída para tentar viabilizar uma candidatura presidencial, enquanto Ronaldo Caiado formalizou a renúncia após ser confirmado como candidato ao Planalto.

Continua depois da publicidade

Outra parcela dos governadores optou por disputar o Senado, caminho tradicional para quem conclui o segundo mandato. Nomes como Helder Barbalho e João Azevêdo, alinhados ao governo federal, entram nessa estratégia, enquanto outros, como Mauro Mendes, devem reforçar a base de oposição.

Nos estados onde haverá tentativa de reeleição, o cenário também é heterogêneo. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas busca renovar o mandato em uma disputa competitiva. Já no Nordeste, governadores petistas enfrentam graus distintos de dificuldade, com destaque para o Ceará, onde Elmano de Freitas aparece atrás em levantamentos recentes.

fonte

Verifique também

Rui Costa deixa Casa Civil após 3 anos e passa comando da pasta para Miriam Belchior

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), encerrou nesta quinta-feira (2) sua gestão após …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *