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Advogados negociaram venda de sentença por R$ 250 mil para soltar herdeiro de líder de facção em MT

DO REPÓRTERMT

Os advogados Gustavo Barros dos Santos e Dimas Pimentel Barroso, alvos da “Operação Smoke”, teriam visitado o detento Joseph Ibrahim Khargy Júnior para negociar uma venda de sentença por R$ 250 mil em troca da soltura dele. Investigações da Polícia Civil apontam que os advogados agiram por conta própria, visto que não haviam sidos acionados pelo preso e nem pela família dele para realizar a visita.

A Operação Smoke foi deflagrada na manhã dessa quarta-feira (4). Gustavo e Dimas são investigados pelos crimes de exploração de prestígio e associação criminosa. Segundo a Delegacia de Estelionato, eles abordavam familiares de pessoas presas e prometia decisões judiciais favoráveis, alegando possuir influência junto a integrantes do Poder Judiciário.

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Em depoimento, Joseph, apontado como o sucessor do traficante “W.T.” em Cuiabá, revelou que Gustavo afirmou ter contato direto com um assessor de um desembargador influente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para viabilizar sua soltura. Além do valor em espécie, o advogado teria exigido a penhora de um carro de alto valor como garantia enquanto o pagamento não fosse efetuado.

Joseph foi preso no ano passado durante a Operação Tempo Extra, após a polícia apontar que comprou um carro dando R$ 40 mil de entrada sem comprovar renda e usava ainda contas da mãe e da irmã para movimentar dinheiro do Comando Vermelho. A informação da tentativa de extorsão consta em decisão da magistrada, que autorizou mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos e aplicação de medidas cautelares, como uso de tornozeleira contra Dimas Pimentel Barroso e ainda sobre os advogados Liomar Santos de Almeida e Gustavo Barros dos Santos.

Leia mais – Saiba quem são os advogados acusados de integrar esquema que prometia venda de sentenças a presos em MT

As investigações mostram que Gustavo atuava em parceria com Dimas, que era o responsável pelas tratativas externas com os familiares do preso. Ambos foram alvos de busca e apreensão nesta quarta-feira (04), sendo que Dimas passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça.

Operação

Ao todo, foram cumpridas 15 ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão, três medidas cautelares diversas da prisão e nove quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá. As buscas ocorreram nos bairros Pico do Amor, Santa Rosa e Residencial Coxipó, na Capital.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou o cumprimento dos mandados nos endereços vinculados aos profissionais da advocacia, em observância às prerrogativas legais.

Segundo a Delegacia de Estelionato, o grupo abordava familiares de pessoas presas e prometia decisões judiciais favoráveis, alegando possuir influência junto a integrantes do Poder Judiciário. Em contrapartida, exigia o pagamento de valores elevados, sob o argumento de que os recursos seriam destinados a terceiros com suposta capacidade de interferir nas decisões. As negociações ocorriam em encontros presenciais e por meio de aplicativos de mensagens, com orientação para manter as conversas em absoluto sigilo.

Além das buscas, a Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico em juízo, proibição de contato entre os investigados e testemunhas, entrega de passaporte e restrição para deixar a comarca sem autorização judicial. A Polícia Penal prestou apoio à operação, realizando a instalação imediata dos dispositivos.

As quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático têm como objetivo aprofundar a análise da movimentação financeira e das comunicações dos investigados, a fim de identificar a origem e o destino dos valores supostamente obtidos, bem como a estrutura de atuação do grupo.


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