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Acusado de mandar matar amigo por traição com a esposa tem pedido de soltura negado pela Justiça

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

A juíza Henriqueta Fernanda C. A. F. Lima, convocada da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou mais um habeas corpus e manteve a prisão do empresário Gabriel Júnior Tacca, acusado de mandar assassinar o próprio amigo, Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, que mantinha um relacionamento extraconjugal com sua esposa, a médica ginecologista Sabrina Iara de Mello.

O crime aconteceu em março do ano passado, em Sorriso (a 398 km de Cuiabá), mas Gabriel só foi preso em julho. Esta é a terceira derrota dele na tentativa de se livrar da cadeia.

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“Considerando a limitação inerente ao juízo de cognição sumária característico desta fase e a ausência dos pressupostos que autorizam a concessão da medida, indefiro o pedido liminar”, diz trecho da decisão proferida no último dia 20.

O homicídio ocorreu na madrugada do dia 22 de março do ano passado, em uma distribuidora de propriedade de Gabriel, localizada no bairro Village. Conforme a investigação, o empresário teria contratado Danilo Guimarães para simular uma briga de bar e, durante a confusão, Ivan foi esfaqueado. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital 13 de Maio. Após alguns dias de tratamento, chegou a apresentar melhora, mas, no dia 13 de abril, sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.

Gabriel Tacca foi preso temporariamente no dia 15 de julho de 2025. No dia 12 de setembro do mesmo ano, teve a prisão convertida em preventiva. Ele está no Centro de Ressocialização de Sorriso e responde por homicídio qualificado e fraude processual.

No habeas corpus, defesa alegou que o empresário está sofrendo constrangimento ilegal, sob o fundamento de extração irregular de dados de aparelhos celulares e de imagens de videomonitoramento, além da suposta ausência de requisitos para a manutenção da prisão, pedindo a aplicação de medidas cautelares diversas.

A defesa de Gabriel Tacca também tentou suspender a ação penal, alegando ausência de fundamentação e de justa causa.

Contudo, todas as alegações foram rejeitadas pela magistrada, que apontou inicialmente que decisão liminar só é adequada em casos de urgência e que o habeas corpus não é o meio apropriado para a análise aprofundada das teses apresentadas.

Em relação à suspensão da ação, Henriqueta Lima afirmou que a medida exige exame detalhado das provas, o que não é possível neste momento processual.

“As alegações de inépcia da denúncia e ausência de justa causa também exigem cognição exauriente, providência inviável neste momento processual”, apontou.

Quanto à prisão preventiva, a magistrada afirmou que ela foi considerada necessária para garantir a ordem pública e assegurar a conveniência da instrução criminal, especialmente diante da gravidade dos fatos, mas deixou claro que as condições pessoais do preso serão avaliadas pelo colegiado no julgamento do mérito do habeas corpus.

“Por fim, quanto à manutenção da segregação cautelar, infere-se que o juízo singular reavaliou a necessidade da medida extrema com arrimo na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal, elementos, em um exame sumário, justificados pela gravidade concreta dos fatos”, afirmou a juíza.

“A pertinência da custódia frente às condições pessoais do paciente deverá ser sopesada pelo colegiado por ocasião do julgamento de mérito”, acrescentou.

Relembre o caso

Após Ivan ser esfaqueado na distribuidora de Gabriel, a Polícia Civil iniciou as investigações. Em depoimento, Gabriel e Danilo apresentaram a mesma versão, afirmando que Ivan estava bêbado e se envolveu em uma briga. Ambos disseram que não se conheciam e que não conheciam a vítima. Posteriormente, constatou-se que as informações eram falsas, e a polícia descobriu a relação de amizade entre Gabriel e Ivan.

Além disso, câmeras de segurança da distribuidora revelaram que a vítima foi atraída até o estabelecimento e esfaqueada pelas costas.

De acordo com a Polícia Civil, Ivan era morador de Tapurah e, quando ia a Sorriso, hospedava-se na casa onde Gabriel morava com a esposa, Sabrina. Com isso, a mulher acabou se envolvendo com o amigo do marido. Imagens de câmeras de segurança flagraram os dois se beijando enquanto Gabriel estava fora de casa.

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Envolvimento de Sabrina

Logo após Ivan dar entrada no hospital, Sabrina foi até o local e se apresentou como amiga da vítima. Ela utilizou sua posição de médica para subtrair o celular de Ivan e apagar evidências da ligação entre eles.

A médica deletou fotos, mensagens e até um vídeo que Ivan havia gravado de Danilo antes de morrer, com o objetivo de dificultar a identificação de vínculos.

Somente três dias depois, Sabrina entregou o aparelho à família da vítima e afirmou que havia apagado alguns arquivos para proteger Ivan.

Sabrina, Gabriel e Danilo foram alvos da Operação Inimigo Íntimo, deflagrada pela Polícia Civil em julho do ano passado. A médica foi acusada de fraude processual por dificultar as investigações e foi alvo apenas de mandado de busca e apreensão. Já os outros dois foram presos pelo homicídio.


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