terça-feira , 20 janeiro 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

“Acionar STF não é afronta ao Congresso”, diz líder do PT no Senado

O líder do PT no Senado, Jaques Wagner (BA), rebateu nesta segunda-feira (30) as críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por querer judicializar a derrubada do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A possibilidade de uma ação contra o decreto do Congresso Nacional está em análise na Advocacia-Geral da União (AGU). 

VEJA TAMBÉM:

De acordo com o petista, o presidente Lula tem o direito de judicializar o assunto e “ninguém pode impedir isso”. “É um direito do presidente de ir à Justiça, e ninguém pode impedir ninguém de ir à Justiça. Se ele decidir ir à Justiça, não é nenhuma afronta, é continuar brigando por aquilo que ele acha que é direito dele. Ir para Justiça é uma opção”, afirmou o senador aos jornalistas, no Palácio do Planalto. 

Wagner ainda reforçou que o governo “não subiu o tom com o Congresso”, mas “tem que se posicionar” ao defender a nova propaganda do PT que intensifica o discurso de enfrentamento entre os pobres e ricos. “O governo tem que explicar a posição que a gente tem para as pessoas entenderem. Não é necessariamente subir o tom”, disse. 

Horas antes da declaração do líder petista, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou um vídeo rebatendo críticas do governo sobre o IOF. Ele também rebateu as declarações de que o Congresso age contra os interesses dos mais pobres. 

O parlamentar adotou uma postura crítica à base do governo, afirmando que teria avisado ao presidente que o aumento do imposto teria dificuldade em passar no Congresso: “Um presidente de qualquer poder não pode servir a um partido, ele tem que servir ao seu país”, afirmou Motta.

Gleisi cobra “contribuição do andar de cima”

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, voltou a criticar nesta segunda (30) a decisão do Congresso Nacional e disse que a “contribuição do andar de cima” – em referencia aos mais ricos – será importante para equilibrar as contas públicas. 

“O que está faltando nesse esforço para equilibrar as contas é a contribuição do chamado andar de cima, que não paga imposto pelo rendimento de aplicações financeiros, pelos lucros e dividendos distribuídos aos acionistas, que goza de isenções fiscais injustificáveis e são os que lucram com a escandalosa taxa de juros”, escreveu a ministra no X. 

Integrantes da equipe econômica sustentam que o aumento do IOF é constitucional e pode ser restabelecido pelo STF. Mas interlocutores do governo avaliam que é preciso cautela. Lula, segundo fontes, tem sido aconselhado a buscar diálogo com líderes do Legislativo e ministros do Supremo antes de qualquer medida, para evitar o agravamento da crise institucional.

fonte

Verifique também

Direita nacionalista de Portugal garante vitória expressiva entre portugueses no Brasil

Pela primeira vez em quatro décadas, Portugal passará por um segundo turno em uma eleição …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *