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Petro contesta resultado de eleição com vitória do rival da direita na Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou neste domingo (31) que não aceita os resultados da contagem preliminar de votos das eleições presidenciais divulgados pela Registraduría Nacional (o órgão responsável pela organização do pleito). Pelos números, o candidato da direita Abelardo de la Espriella seria o mais votado, com 43% (10 milhões de votos).

“Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem”, escreveu Petro na rede social X. Na publicação, ele voltou a questionar o sistema eletrônico utilizado no processo eleitoral e afirmou que só reconheceria uma apuração oficial dos juízes da República.

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O mandatário sustentou que a contagem inicial, feita pela Registraduría — cujos resultados são meramente informativos e sem validade jurídica —, baseia-se em um software que apresentaria inconsistências em relação ao censo eleitoral oficial.

“Existem dois censos neste momento: o oficial e o do software (…), que tem 800 mil pessoas a mais”, afirmou Petro. Ele acrescentou que algumas das seções eleitorais que foram contestadas demonstram que “centenas de milhares de votos foram adicionados”, embora sem provas para sustentar a acusação.

Por isso, o presidente insistiu que os únicos resultados com validade legal serão os determinados pelos juízes na apuração final, momento em que as atas serão revisadas para a consolidação oficial do resultado das eleições.

Empresa no cerne da discussão

O governante também voltou a fazer alusão aos irmãos Felipe, Camilo e Fernando Bautista, proprietários da Thomas Greg & Sons. A empresa está no centro de uma disputa com o governo devido ao contrato de emissão de passaportes e participação em diferentes processos eleitorais no país.

Ele fez referência a uma discussão de abril do ano passado, em que Petro citou um suposto relatório de inteligência. Segundo o texto mencionado pelo presidente, os irmãos Bautista teriam oferecido “certos algoritmos” para favorecer De la Espriella — o que foi rejeitado pela equipe do candidato na época.

Votos na Colômbia são em papel

Apesar da menção a um sistema eletrônico, a Colômbia usa urnas com cédulas de papel. Os votos são apurados e transmitidos a um centro de computação, um sistema híbrido que garante rapidez na apuração. Além do Brasil, apenas Cuba e Venezuela usam urna eletrônica, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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