sexta-feira , 29 maio 2026
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Otaviano Pivetta diz que Governo Lula deveria ir para cima do crime organizado e não interferir na escala 6×1

ANA JÁCOMO

LUÍZA VIEIRA

DO REPÓRTERMT

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), criticou duramente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho na escala 6×1, classificando a mobilização política em torno do tema como “oportunismo eleitoral” e cobrando ações enérgicas da União na área de segurança pública.

Para Pivetta, a votação da matéria na Câmara dos Deputados foi impulsionada por interesses políticos imediatos, e não pelo bem-estar real do trabalhador. Defensor da liberdade econômica, o governador acredita que o mercado brasileiro já possui mecanismos consolidados de negociação coletiva que dispensam novas interferências estatais.

Segundo ele, as leis vigentes no país são suficientes, bastando que os órgãos competentes fiscalizem o seu cumprimento em vez de criar novas regras de mercado.

Ao desaprová-la, cobrou que o foco da administração federal deveria ser o enfrentamento às facções criminosas que avançam pelo território nacional. De acordo com ele, há uma omissão por parte da União em liderar uma iniciativa nacional unificada capaz de desarticular o crime organizado, que hoje disputa o futuro dos jovens brasileiros com o próprio Estado.

Aonde precisa endurecer mesmo, que o governo tem que dar atenção e ir para cima, é no crime organizado. Isso o Governo Federal não está fazendo. A gente não vê medida unindo o Brasil todo para combater o estado paralelo que está aí disputando com o Estado brasileiro os nossos jovens, por exemplo. Não se vê nada de sério de iniciativa do Governo Federal para isso“, declarou Pivetta.

Nessa quinta-feira (28), o governo dos Estados Unidos decretou formalmente a inclusão das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas internacionais.

O documento oficial foi chancelado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A resolução é fruto de uma investida política do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que tratou o tema como prioridade em agendas consecutivas na Casa Branca com o próprio Rubio, com o vice-presidente JD Vance e com o presidente Donald Trump.

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