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Promotor: Médico preso por estuprar sobrinhas também é investigado por abuso contra outra criança; veja vídeo

KARINE ARRUDA

DO REPÓRTERMT

Rogers de Oliveira Pimentel, de 44 anos, que foi preso na manhã de hoje (21), em um hospital em Tangará da Serra (a 253 km de Cuiabá), após ser condenado por estuprar duas sobrinhas menores de idade, também está sendo investigado por abusar de outra criança, que na época teria 10 anos. A informação foi confirmada ao pelo promotor de justiça Roberto Arroio Farinazzo Júnior, que está à frente dos casos.

“Além desses estupros, dos quais ele já foi condenado, ele está sendo processado também pela prática de estupros com mais uma criança, também na cidade de Barra do Bugres, processo que ainda está em trâmite. Portanto, ainda não podemos dar informações mais precisas por ser processo que corre em segredo de justiça”, relatou.

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À reportagem, o promotor relatou que, em outra ocasião, o médico já havia sido investigado pelo estupro de um bebê, também em Barra do Bugres. No entanto, a investigação acabou sendo arquivada por falta de provas.

“Tudo indica, infelizmente, que se trata de um médico que já praticou reiteradamente estupros contra várias vítimas”, afirmou.

Leia mais – Médico condenado a 23 anos de cadeia por estuprar as sobrinhas é preso em Tangará da Serra

Nesta quinta-feira (21), Rogers foi preso pela Polícia Civil durante um cumprimento de mandado expedido pela Comarca de Barra do Bugres. Ele foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão por ter estuprado duas sobrinhas menores de idade durante anos.

“Ele foi investigado, processado e condenado por ter estuprado duas crianças reiteradamente. Foram diversos estupros. Ele foi condenado em primeira instância a uma pena de 40 anos de reclusão, em regime fechado, mas ele recorreu e, em segunda instância, essa pena foi reduzida para 23 anos, em regime fechado”, esclareceu o promotor.

Conforme consta no boletim de ocorrência, a prisão ocorreu por volta das 8h40 e foi efetuada por uma equipe de investigadores da Polícia Civil de Tangará da Serra. O processo consta como transitado em julgado, ou seja, não é possível recorrer da decisão.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informou que tomou conhecimento dos fatos e instaurou uma sindicância para apurar o caso, com intuito de verificar se o abusador infringiu o Código de Ética Médica.

Confira nota na íntegra:

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informa que tomou conhecimento da prisão de um médico, registrada nesta quinta-feira (21.05), no município deTangará da Serra.

Em cumprimento às suas atribuições legais de fiscalização do exercício profissional, o Conselho instaurou sindicância para apurar o caso, com o objetivo de verificar se houve eventual infração ao Código de Ética Médica.

O CRM-MT esclarece que a sindicância é o procedimento preliminar utilizado pelos Conselhos de Medicina para investigar possíveis irregularidades no exercício da profissão.

O Conselho ressalta ainda que todas as sindicâncias e processos ético-profissionais tramitam sob sigilo, conforme estabelece o Código de Processo Ético Profissional dos Conselhos de Medicina, a fim de garantir a adequada apuração dos fatos e preservar as partes envolvidas.

Veja vídeo:


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