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Flávia Moretti denuncia "boicote" de Wanderley e revela R$ 14 milhões parados na Educação

ANA JÁCOMO

KARINE ARRUDA

DO REPÓRTERMT

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), criticou o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), um dia após a sua reeleição em uma sessão marcada por forte tumulto e decisões judiciais de última hora. Em entrevista à imprensa hoje (15), Moretti revelou que o embate político está travando investimentos na educação do município, com recursos estaduais na ordem de R$ 14 milhões paralisados devido à falta de votação de projetos essenciais pelo Legislativo.

Segundo a prefeita, o entrave ocorre pela omissão na pauta do Fundo Municipal de Educação, enviado à Casa em 26 de novembro de 2025. “Nós temos 14 milhões de reais no Estado parado. Porque não criou o Fundo Municipal de Educação, que está lá na Câmara há seis meses“, disparou. Ela detalha que a falta de ação de Wanderley impede reformas, ampliações de salas de aula e o término de obras de creches e escolas estaduais. “E aí, quem está sendo irresponsável com a população é a prefeita?“, questionou a gestora.

Apesar da vitória de Wanderley Cerqueira, que garantiu o cargo com 12 votos contra 11 de Lucas Chapéu do Sol (PL), Flávia Moretti minimizou o resultado numérico e afirmou que sua base de apoio saiu fortalecida. “Eu ganhei uma base sólida hoje na Câmara. Se a gente falar, ele tem 11 e nós temos 11. Eestá de igual para igual“, analisou, sinalizando que a governabilidade não está perdida.

Questionada sobre as graves denúncias de um suposto “golpe” em curso para retirá-la do cargo, articulação que envolveria o confinamento de parlamentares e até promessa de propinas ligadas à futura privatização do DAE (Departamento de Água e Esgoto), a prefeita foi direta. “Acho que tentaram, né? Mas não conseguiram. Tentaram, mas não prevalece“.

Entenda a batalha entre vereadores de oposição e a prefeita

A vitória de Wanderley teria sido selada durante um evento em uma chácara na Guia, que acabou ganhando contornos de investigação criminal com a denúncia protocolada no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). 

O documento, já em posse do Ministério Público, descreve um cenário de “quartel-general”, com vereadores supostamente confinados sob escolta armada e a oferta de vultuosas quantias em dinheiro para garantir o voto em Wanderley.

Mais do que a Mesa Diretora, a denúncia aponta que o grupo articula um “golpe” para cassar o mandato de Flávia Moretti e assumir o controle de Várzea Grande, de olho em um suposto esquema de propinas na bilionária privatização do DAE.

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