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Juiz nega perícia de armas e marca audiência para junho de mãe e filho que invadiram festa e mataram dois

VINÍCIUS ANTÔNIO

DO REPÓRTERMT

A 2ª Vara de Peixoto de Azevedo manteve o andamento da ação em que Erneci Afonso Lavall pede indenização contra Bruno Gemilaki Dal Poz, Eder Gonçalves Rodrigues e Inês Gemilaki, acusados de invadir sua casa e atirar diversas vezes no imóvel em abril de 2024.

A decisão é do juiz João Zibordi Lara e foi assinada nesta quinta-feira (7). O magistrado negou pedido da defesa para realização de perícia técnica e marcou audiência para 1º de junho de 2026.

Segundo o processo, os acusados teriam invadido a residência e efetuado vários disparos. O ataque, que foi motivado por uma dívida de aluguel, terminou com duas pessoas mortas, uma gravemente ferida e danos materiais estimados em R$ 27,9 mil.

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Erneci afirma ainda que ele e a família ficaram traumatizados após o crime e passaram a viver com medo e insegurança. Por isso, pede R$ 300 mil por danos morais, além do ressarcimento pelos prejuízos materiais.

As defesas tentaram suspender a ação até o fim do processo criminal e contestaram os valores cobrados na indenização.

Eder Gonçalves Rodrigues, que está preso, não apresentou defesa inicialmente. Diante disso, a Justiça nomeou a Defensoria Pública para representá-lo.

O órgão pediu perícia para avaliar os danos no imóvel e identificar qual arma causou os estragos nos móveis da residência. O juiz, porém, negou o pedido, afirmando que fotos, recibos e notas fiscais já comprovam os prejuízos.

Na decisão, o magistrado destacou ainda que não é necessário identificar qual acusado efetuou cada disparo, já que todos podem ser responsabilizados caso fique comprovada a participação conjunta na ação.

Com isso, a perícia foi considerada desnecessária neste momento. A audiência será realizada em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência. As partes terão cinco dias para apresentar a lista de testemunhas.

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