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Abilio afirma que emendas de Cezinha foram pagas na gestão de Emanuel Pinheiro

LUÍZA VIEIRA

KARINE ARRUDA

DO REPÓRTERMT

O desvio de emendas parlamentares que motivaram a operação do MPMT (Ministério Público de Mato Grosso) contra o vereador Cezinha do Nascimento (União Brasil) podem ter sido empenhadas durante a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). A afirmação foi feita pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (30), no Palácio Alencastro.

De acordo com Abilio, a ausência de notificação oficial à atual gestão reforça a tese de que os fatos apurados pelo Naco (Núcleo de Ações de Competência Originária) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) não dizem respeito ao exercício atual.

Nós estamos ainda na fase de prestação de contas de 2025, porque é de um ano para o outro e provavelmente essas emendas não são desse ano, são de um outro momento. […] A gente não foi notificado sobre essa operação e nem nada sobre isso, se fosse dessa gestão a gente teria sido notificado para poder dar esclarecimentos sobre algum fato. Provavelmente é ainda escalonamento daquelas ações da outra operação. Não tem nada a ver com a gente diretamente”, declarou o prefeito.

A operação

O vereador Cezinha e seu irmão, o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), são os alvos principais da segunda fase da Operação Gorjeta. Durante o cumprimento de mandados nesta manhã, as equipes apreenderam R$ 200 mil em espécie: R$ 150 mil na residência do deputado e R$ 50 mil na casa do vereador.

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A investigação aponta que os parlamentares destinavam recursos públicos à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que supostamente devolvia parte dos valores aos políticos. Abilio explicou que a prefeitura é informada sobre as emendas na LOA (Lei Orçamentária Anual) e que a prestação de contas dos valores repassados a institutos indicados ocorre apenas no ano seguinte.

A prefeitura foi provocada no dia de hoje, eu acredito que é pela Controladoria do Município e eu acredito que esteja transitando em segredo de Justiça. Até porque eu não fui informado diretamente sobre ela. Não sei como está, não sei do processo. Tudo que a prefeitura puder fazer para ajudar, a gente faz para ajudar. Se são emendas vinculadas aos recursos do município a gente tem que dar toda a transparência, qualquer provocação que o município tiver, estamos com plena disposição para ajudar”, completou Abilio.

A fala de Abilio acompanha o posicionamento da presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), que defendeu a independência dos poderes e a responsabilidade individual dos parlamentares.

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A Operação Gorjeta já havia atingido, em janeiro deste ano, o vereador Chico 2000 (sem partido) e servidores do Legislativo. O esquema envolve a empresa Chiroli Uniformes e o Instituto IBRACE. O processo segue sob acompanhamento da Controladoria Geral do Município enquanto transita em segredo de Justiça.

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