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China reage com ameaças a novo pacote de sanções da União Europeia

Após a União Europeia incluir várias empresas chinesas dentro do 20º pacote de sanções contra a Rússia, o governo da China ameaçou Bruxelas com represálias.

“A China tomará as medidas necessárias para proteger de forma decidida os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, e a UE arcará com todas as consequências”, indicou o Ministério do Comércio chinês em um comunicado.

No texto, o porta-voz falou do “forte descontentamento” de Pequim com a decisão, e acusou Bruxelas de “ignorar as repetidas queixas e a oposição” do seu país.

“Esta iniciativa por parte da União Europeia vai contra o espírito de consenso alcançado pelos líderes da China e da UE, e prejudica gravemente a confiança mútua e a relação bilateral”.

“A China exige que a UE exclua imediatamente as empresas e cidadãos chineses da lista de sanções. Que se encontrem soluções para as respectivas preocupações por meio do diálogo e de consultas”, acrescentou o porta-voz do Comércio.

Sanções da União Europeia vão a vários países além da China

Nesta semana, as autoridades comunitárias revelaram os detalhes do último pacote de sanções, que inclui 16 entidades de países terceiros – não apenas a China, mas também os Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão, Cazaquistão e Belarus – que forneceram sistemas de armamento ou bens de dupla utilização (civil e militar) à Rússia.

Desta forma, Bruxelas coloca na mira 28 entidades situadas na China, incluindo Hong Kong, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Tailândia. A UE as acusa de “oferecer apoio direto ou indireto ao complexo militar-industrial da Rússia” ou de “estar envolvidas na evasão de sanções”.

A situação ocorreu pouco depois de o próprio Ministério do Comércio chinês suspender as sanções que havia imposto em agosto de 2025 contra dois bancos lituanos, após a UE anular as sanções que aplicava a duas pequenas entidades regionais chinesas depois que elas interromperam seus negócios com a Rússia.

Desde o início do conflito na Ucrânia, Pequim tem adotado uma postura ambígua, pedindo diálogo entre as partes em conflito, mas sem condenar expressamente a invasão russa nem se somar às sanções impostas pelo Ocidente, ao mesmo tempo em que aprofunda seus intercâmbios com Moscou.

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