ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
A suplente de senadora Margareth Buzetti (PP-MT) afirmou, nesta sexta-feira (17), que o aumento da crueldade nos casos de feminicídio em Mato Grosso e no Brasil é uma reação direta do machismo enraizado ao avanço e à independência das mulheres.
Durante o lançamento do programa “Mato Grosso em Defesa das Mulheres”, a parlamentar, que é autora do pacote de leis aumentou a pena para 40 anos em crimes de gênero, destacou que o combate ao crime precisa unir o “medo da punição” com uma reforma educacional profunda. (Veja o vídeo no final da matéria).
Para Buzetti, o crime de feminicídio não é uma questão de saúde mental, mas de sensação de poder. “É poder. O homem tem o poder sobre a mulher, algo que sempre foi divulgado por centenas de anos. Nas últimas décadas, a mulher se profissionalizou, se sustenta e hoje ela diz não. Como a mulher não consegue competir na força, o homem usa a força para matar“, disparou a senadora. Ela ressaltou que, embora a educação seja a solução a longo prazo, a lei severa é o que garante que o agressor sinta o peso da Justiça agora.
Com as novas regras em vigor, a senadora explicou que o feminicídio se tornou um crime hediondo, com penas que podem chegar a 40 anos e exigência de cumprimento de 75% da pena em regime fechado.
“Antigamente, víamos condenações de 13 anos, o que era um acinte para a família. Hoje, a média está em 40 anos. Retiramos até o direito à visita íntima para quem for condenado. O criminoso já está sentindo que a certeza da impunidade acabou“, pontuou.
Buzetti também aproveitou para reforçar seu papel no Legislativo, afirmando que, se retornar ao Senado, continuará buscando brechas para tornar as punições ainda mais rígidas.
“A mim restou legislar e fazer a pena ser severa. Mas a educação vai levar décadas para mudar essa cultura que diz que a mulher deve colocar a ‘barriga no fogão’. Até lá, eles precisam ter medo da lei“, concluiu.
Veja o vídeo:
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