quinta-feira , 16 abril 2026
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Pastores na China enfrentam repressão em meio a julgamentos e ONG pede ajuda de Trump

As autoridades da China responsáveis pela repressão religiosa estão minando sistematicamente o direito à defesa legal no caso em andamento da Igreja Zion, à medida que o caso entra em uma fase crítica de acusação.

Segundo informações da ONG China Aid, que acompanha casos de perseguição no país, pelo menos 18 líderes cristãos detidos correm o risco de perder a representação legal devido a uma repressão coordenada contra advogados de defesa.

A organização cita relatos de detidos que estão no Centro de Detenção de Beihai e foram submetidos a “interrogatórios finais” intensivos no final de março, com acesso limitado ou nenhum acesso a assistência jurídica. Ainda, há pastores que enfrentam problemas graves de saúde e que necessitam de cuidados médicos urgentes como é o caso de Wang Zhong, que sofre de obstrução arterial grave após cirurgia cardíaca e o fundador da Igreja Zion Ezra Jin Mingri, com diabetes instável.

Segundo denunciou a ChinaAid, pelo menos 17 advogados de defesa ligados ao caso sofreram punições administrativas, suspensão ou cassação da licença para exercer a profissão, enquanto outros foram pressionados a abandonar a representação.

O escritório de advocacia Beijing Kaimen, um importante fornecedor de serviços de defesa jurídica, está ameaçado de fechamento, e vários de seus advogados perderam suas licenças ou foram suspensos.

ONG pede que Trump pressione o ditador Xi pela libertação dos pastores

A ONG China Aid fez um apelo a diversos líderes internacionais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, que deve se encontrar presencialmente com o ditador chinês, Xi Jinping, no mês que vem, em Pequim.

A organização pediu uma ação imediata e concreta do governo americano, para libertação do pastor Ezra Jin Mingri. O fundador da China Aid, Bob Fu, disse que “palavras já não bastam”, visto que “o Partido Comunista Chinês intensificou sua campanha sistemática para erradicar a vida religiosa independente”. Segundo ele, os EUA devem responder “com consequências e não apenas com preocupação”.

Relembre o caso da Igreja Zion

Em outubro do ano passado, o regime chinês prendeu pelo menos 30 pastores e líderes da Igreja Zion, uma das maiores congregações cristãs evangélicas não registradas do país, em uma megaoperação nacional.

As detenções ocorreram em várias províncias, incluindo Pequim, Guangxi, Zhejiang e Shandong, e marcou a mais ampla repressão contra igrejas independentes desde 2018.

Um dos detidos é o fundador da igreja, o pastor Ezra Jin Mingri, acusado de “uso ilegal de redes de informação” pelo regime.

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