LÍCIO ANTÔNIO MALHEIROS
A janela partidária, período de 30 dias em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de legenda sem perda de mandato, foi encerrada na sexta-feira (3) de abril.
A data limite foi o sábado (4) de abril, para que todos os postulantes a cargos eletivos tivessem suas filiações definidas pelos respectivos partidos.
Com o rearranjo das chapas eleitorais ocorrido no último dia (4) de abril, cerca de 11 deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) trocaram de legenda, buscando a reeleição em outubro.
Nessa dança de políticos em busca de acomodações em outras siglas, algumas ficaram literalmente “inchadas”, porém com perspectivas de eleger entre 4 a 5 deputados estaduais.
Os três partidos que mais incharam foram: Republicanos, com 5 deputados estaduais; o MDB, com 4 deputados; e, finalmente, o Podemos, com 3.
Aqueles que ficaram com menor número de deputados estaduais foram o Novo e o PSD, com um deputado estadual cada.
O partido Republicanos, do governador Otaviano Pivetta, conquistou a maior bancada, com Diego Guimarães, Valmir Moretto, Nininho, José Eugênio e Paulo Araújo.
Nessa plêiade de bons nomes que agora integram o Republicanos, além dos cinco parlamentares com mandato, existem outros nomes fortíssimos, a exemplo de Alan Porto, entre outros.
No MDB, a situação não é diferente: a legenda conta agora com quatro deputados estaduais, Doutor João José, Thiago Silva, Eduardo Botelho e Janaina Riva.
Deve-se ressaltar que a deputada estadual Janaina Riva vislumbra disputar a majoritária, ainda a ser definida.
A projeção do MDB é de quatro vagas; portanto, também haverá uma disputa acirradíssima, em função do número de nomes fortes que pleiteiam uma dessas vagas.
O Podemos não inchou tanto quanto os anteriores, porém apresenta musculatura política de peso, com o nome do presidente da ALMT, Max Russi, além de Beto Dois a Um e Fábio Tardini, perfazendo três deputados com mandato.
Embora com menor número de parlamentares, Max Russi, presidente da ALMT e já no comando do Podemos, projeta eleger até seis deputados estaduais. Há, porém, certo excesso de otimismo por parte do parlamentar; o mais provável seriam cinco (estamos falando em probabilidade).
Nas chapas com menor número de deputados estaduais com mandato, a exemplo do PSD, que conta apenas com o deputado estadual Wilson Santos, a projeção é de eleger entre um a dois deputados, sendo mais provável apenas um (estamos falando em probabilidade).
O partido Novo conta com apenas um deputado estadual, Elizeu Nascimento. Essa chapa espera eleger pelo menos um nome; porém, corre sério risco de não eleger ninguém, principalmente pelas perspectivas de votos dos demais postulantes que a compõem (novamente, tratando-se de probabilidade).
Tudo o que foi dito até então baseia-se no fato de que, para cada vaga de deputado estadual, a chapa precisa obter cerca de 73 mil votos. Pode ser que algumas chapas surpreendam, enquanto outras não consigam atingir os índices exigidos.
Professor Licio Antonio Malheiros Jornalista, articulista e geógrafo.
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