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Israel alega “viés anti-israelense” e exclui a Espanha do centro de coordenação em Gaza

O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou nesta sexta-feira (10) que representantes espanhóis serão impedidos de acessar o Centro de Coordenação Militar-Civil (CCMC) para monitorar o cessar-fogo na Faixa de Gaza devido ao que chamou de “flagrante viés anti-Israel”.

“O viés anti-Israel do governo [do premiê socialista Pedro] Sánchez é tão flagrante que o impediu de atuar de forma construtiva na implementação do plano de paz do presidente [americano, Donald] Trump e no CCMC, que opera sob esse plano”, declarou o ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, em um comunicado à imprensa.

O CCMC é o centro multinacional estabelecido no final de novembro em Kiryat Gat (sul de Israel) para promover o plano de paz apoiado pelos EUA e trabalhar pela futura reconstrução e estabilização da Faixa de Gaza.

“No contexto da obsessão anti-Israel do governo do primeiro-ministro Sánchez e dos graves danos que causa aos interesses israelenses — e também americanos —, inclusive durante a guerra contra o Irã, o ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, em coordenação com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, decidiu que a Espanha não poderá participar do CMCC”, acrescentou o breve comunicado divulgado hoje.

Desde o início da guerra de Israel contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza (conflito atualmente em cessar-fogo), em 2023, Sánchez tomou uma série de atitudes contra Israel, ao chamar de “genocídio” a ofensiva israelense no enclave, reconhecer o Estado palestino e ingressar no processo que a África do Sul apresentou contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), entre outras medidas.

Na atual guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã (no momento, em um frágil cessar-fogo de duas semanas), o governo da Espanha ordenou o fechamento de seu espaço aéreo para voos dos EUA que participam do conflito e também não permitiu o uso de suas bases aéreas de Rota e Morón por aviões americanos.

Na quinta-feira (9), o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, criticou a continuação da ofensiva de Israel no Líbano, onde os israelenses enfrentam o grupo terrorista Hezbollah, e anunciou a reabertura da sua embaixada no Irã, que estava fechada desde 7 de março. Em post no X, Sa’ar chamou a atitude espanhola de “desgraça eterna”.

Nesta sexta-feira, Albares disse, em entrevista à emissora pública espanhola (TVE), que as declarações depreciativas de Israel contra a Espanha “são mais uma vez absurdas e caluniosas”, em referência a um comentário do ministro israelense para Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, que chamou Sánchez de “um completo ninguém”.

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