O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que faz palestra na FEA-USP na manhã desta sexta-feira (10), enfrenta protesto de um pequeno grupo de alunos contra a elevada taxa do juro básico do País. O grupo estendeu uma faixa no caminho por onde Galípolo passará com os dizeres “Selic 14,7% é roubo – juros + ciência + educação”.
Panfletos com o título “para onde vai a economia brasileira – até quando seremos recordistas em juros altos?” estão sendo distribuídos na frente do auditório para as pessoas que vão chegando para a palestra do banqueiro central mostrando os impactos da Selic a 14,75% ao ano sobre a vida das pessoas, da indústria e sobre a divida públicas.
Segundo a peça, por conta dos juros altos 81 milhões de pessoas e 8,1 milhões de empresas encontram-se em estado de inadimplência no País. “31% dos negócios ativos no País não conseguem pagar suas dívidas e em 2025 houve aumento de pedidos de recuperações judiciais (Fecomercio)”, diz o panfleto.
Ainda, segundo os alunos manifestantes, no acumulado de 12 meses até fevereiro, o gasto do setor público com juros chegou a R$ 1.038,8 bilhões ou 8,07% do PIB.
De acordo com Tomás Lucchesi Forastieri, aluno de economia da FEA-USP, um dos organizadores do movimento, que com a taxa de juros neste patamar é nociva para a economia brasileira, para os trabalhadores e empresas do Brasil. “É urgente aumentar a meta de inflação, que a 3% é insana para o atual momento economia”, disse.
De acordo com Lucchesi, Galípolo evitou entrar pela portaria principal da faculdade e entrou pelo estacionamento.
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