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Mais de 20 milhões de brasileiros estão expostos ao risco de câncer de pele, aponta pesquisa

DO REPÓRTERMT

O Dia Mundial de Combate ao Câncer foi celebrado nessa quarta-feira (8), e trouxe alertas importantes. O Brasil deve registrar cerca de 704 mil novos casos da doença por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Entre os tipos mais incidentes estão o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama e o câncer de próstata. Todos têm maiores chances de cura quando diagnosticados precocemente. Entre eles, o câncer de pele se destaca não apenas pela alta incidência, mas também por um fator de risco ainda pouco discutido, que é a exposição solar no ambiente de trabalho.

Dados recentes, com base na Pesquisa Nacional de Saúde, indicam que cerca de 23 milhões de trabalhadores brasileiros estão expostos à radiação solar de forma ocupacional. A exposição acumulada ao sol é considerada um dos principais fatores de risco para o câncer de pele, que lidera em número de casos no país, com estimativa de 263 mil novos registros anuais entre 2026 e 2028.

Segundo o médico patologista Carlos Aburad, o risco ainda é subestimado. “Existe uma percepção equivocada de que o risco está apenas na exposição ao sol em momentos de lazer. Na prática, quem trabalha exposto ao sol diariamente, por longos períodos, pode ter um risco aumentado, especialmente se não tiver com proteção adequada”, afirma. Segundo Aburad, os principais grupos de risco incluem pessoas de pele clara, idosos, imunossuprimidos, trabalhadores expostos ao sol e pessoas com lesões pré-existentes, como queratoses actínicas e cicatrizes crônicas. “O acompanhamento regular com dermatologista é fundamental para evitar agravamentos e tratamentos mais agressivos”, diz.

O patologista reforça que o diagnóstico precoce é determinante. “Quando identificado no início, o câncer de pele tem altas chances de cura, geralmente com procedimentos menos invasivos. O problema é que muitos pacientes ainda ignoram sinais iniciais”, observa. Os sinais mencionados são: feridas que não cicatrizam, manchas que mudam de cor ou crescem e lesões irregulares. “O câncer de pele é evitável e, quando diagnosticado cedo, altamente tratável. O desafio é criar uma cultura de prevenção contínua, e não temporária”, reforça Aburad.

Além disso, ele menciona o câncer de mama, que é o mais comum entre as mulheres brasileiras, com cerca de 74 mil novos casos por ano. “A principal estratégia de controle é o diagnóstico precoce por meio da mamografia, além da atenção a sinais como nódulos, alterações na pele e secreções”, diz. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias hormonais, com altas taxas de sucesso quando a doença é identificada no início.

Entre os homens, o câncer de próstata é o mais incidente, com cerca de 72 mil novos casos anuais. “Por ser uma doença silenciosa nas fases iniciais, o acompanhamento com exames como PSA e toque retal é fundamental, especialmente após os 50 anos”, alerta Aburad. O tratamento varia de acordo com o estágio da doença, podendo incluir monitoramento, cirurgia, radioterapia e terapias hormonais.

A recomendação do patologista é clara: informação, prevenção e diagnóstico precoce são as principais ferramentas para reduzir o impacto do câncer. “A detecção precoce aumenta as chances de cura para os pacientes”, finaliza Carlos Aburad.

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