DO REPÓRTERMT
A participação de Suzane von Richthofen no novo documentário da Netflix, “Suzane Vai Falar”, teve um custo recorde para os padrões do mercado audiovisual: R$ 1 milhão. O valor foi pago pela gigante do streaming para que a condenada relate, pela primeira vez em uma plataforma global, os detalhes e sua versão sobre o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em 2002.
A estratégia financeira utilizada para viabilizar o pagamento foi a “cessão de direitos de imagem”. Como as normas de compliance da empresa dificultam o pagamento direto de cachê por depoimentos criminais, o montante foi oficializado como um pacote que permite à Netflix explorar a história de Suzane em diversas frentes. O valor é dez vezes maior que os R$ 100 mil estimados na época de sua entrevista ao programa de Gugu Liberato, na Record.
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O acordo garante que Suzane quebre o silêncio sobre o planejamento e a execução do crime em um formato de true crime (crimes reais) com acesso total à sua rotina atual. A negociação também incluiu o direito de produzir um filme inspirado na trajetória dela após a prisão, que será protagonizado pela atriz Lorena Comparato.
Enquanto outras plataformas, como o Prime Video na série “Tremembé”, optaram por produzir obras baseadas em fatos públicos sem remunerar os envolvidos, a Netflix decidiu investir pesado para ter a fala direta de Suzane. O contrato impõe exclusividade e silêncio absoluto sobre os bastidores da negociação, que agora vem à tona com o vazamento das cifras milionárias.
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