quarta-feira , 8 abril 2026
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PGR ordena cerco para barrar candidatos financiados por facções criminosas

ANA JÁCOMO

DO REPÓRTERMT

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que vai endurecer o cerco contra a tentativa de facções criminosas de “colonizarem” o processo eleitoral deste ano. Em uma diretriz nacional, ordenou que promotores e procuradores atuem com “mão de ferro” para barrar o registro de candidaturas financiadas pelo narcotráfico ou que sofram pressão de grupos criminosos.

Durante dois dias de encontro em Brasília, que terminou nesta terça-feira (7), procuradores regionais foram orientados a fiscalizarem as regras em todo o país, Gonet destacou que a prioridade absoluta é impedir que o eleitor seja coagido psicologicamente ou que o poder econômico do crime distorça o resultado das urnas.

O encontro reuniu cerca de 30 procuradores e procuradoras do Ministério Público (MP) Eleitoral para debater questões relacionadas a registro de candidatura, fraude à cota de gênero, violência política, desinformação, abuso de poder, prestação de contas, entre outras.

Para dar suporte a essa ofensiva, foi criado um Grupo de Trabalho (GT) que atuará em conjunto com os Gaecos (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e núcleos de inteligência das polícias para cruzar dados e identificar candidatos “laranjas” do crime organizado.

O fantasma das facções em MT

Em Mato Grosso, a fiscalização deve ser redobrada sobre a origem dos recursos de campanha e sobre o histórico dos postulantes a cargos eletivos. O estado é marcado pelo avanço de organizações criminosas, pricipalmente no interior.

O caso recente mais emblemático ocorreu em outubro de 2024, na Operação Ragnatela, deflagrada pela FICCO-MT (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), que revelou como o Comando Vermelho utilizava casas de shows em Cuiabá para lavagem de dinheiro.

O esquema atingiu o ex-vereador de Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), preso acusado de usar sua influência política para facilitar licenças e blindar eventos que serviam de “lavanderia” para a facção. Segundo as investigações, foram movimentados mais de R$ 79,1 milhões, entre 2018 e 2022.


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