O presidente americano Donald Trump anunciou na manhã deste domingo (5) o resgate de um coronel da Força Aérea dos EUA que havia ficado isolado por mais de 30 horas em território iraniano.
Em uma publicação na rede Truth Social, Trump escreveu em letras maiúsculas: “WE GOT HIM!” (“Nós o pegamos”) — e classificou a missão como uma das operações de busca mais ousadas da história militar americana.
O militar havia se ejetado de um caça abatido na sexta-feira (3) e permaneceu ferido e escondido em uma região montanhosa no interior do Irã, enquanto era procurado por tropas inimigas. Ele foi localizado e retirado por forças especiais dos EUA.
O governo dos EUA ainda não informou para qual base ou país o militar foi levado.
Como tudo começou
Na sexta-feira (3), um caça F-15E Strike Eagle foi abatido durante a Operação Epic Fury, já na sexta semana de conflito. Havia dois homens a bordo.
O piloto foi resgatado poucas horas depois. O segundo tripulante, um coronel responsável pelos sistemas de armas, desapareceu.
Ele se ejetou ferido, mas consciente e capaz de andar. Segundo especialistas, o militar fez a escolha mais arriscada possível: não se rendeu e se embrenhou nas montanhas.
Corrida contra o tempo
O que veio depois foi uma disputa para encontrá-lo.
De um lado, a Guarda Revolucionária, vasculhando cada pedaço do terreno. Do outro, as forças especiais americanas, atuando dentro de um território hostil.
Dois helicópteros Black Hawk foram atingidos durante as buscas, com feridos entre as tripulações. Enquanto isso, o coronel permanecia escondido o suficiente para escapar dos iranianos — mas também difícil de ser encontrado pelos próprios aliados.
Em outra frente, a inteligência americana apostou numa manobra de desinformação: espalhou dentro do Irã a notícia falsa de que o coronel já havia sido localizado e estava sendo retirado por terra. A ideia era fazer barulho enquanto a busca continuava.
Com a localização do coronel finalmente confirmada, veio a ordem de entrar no local e resgatá-lo.
Quem foi buscar
A missão foi executada pelos Pararescue Jumpers (“Paraquedistas de Resgate”), os PJs — tropa de elite da Força Aérea treinada para resgates em combate, inclusive atrás das linhas inimigas. O lema da unidade resume bem o trabalho: “Fazemos o que for preciso para que outros possam viver”.
Para integrar o grupo, os militares passam por dois anos de formação pesada, que inclui paraquedismo, mergulho, sobrevivência, combate e treinamento médico completo.
Um ex-comandante da tropa definiu a operação para a imprensa americana. “Dizer que foi assustador e perigoso é um eufemismo. É exatamente para isso que eles treinam”.
Segundo ele, os PJs entraram no Irã com apoio aéreo e tecnológico completo: helicópteros de resgate, aviões de reabastecimento, jatos A-10 Thunderbolt II (projetados para proteger tropas no solo) e plataformas de guerra eletrônica (capazes de confundir radares, comunicações e sistemas de defesa).
Um alto funcionário do governo americano descreveu o momento decisivo da operação, quando o coronel foi finalmente localizado. “Foi como procurar uma agulha no palheiro. Mas, neste caso, era uma alma americana corajosa dentro de uma fenda de montanha, praticamente invisível.”
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