LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
O deputado federal licenciado, Fábio Garcia (União), afirmou que sua permanência na legenda passou por um convencimento direto do presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, que pediu que ele se mantivesse na sigla. O ex-secretário da Casa Civil, que chegou a ser cogitado no Podemos, explicou que a eventual mudança fazia parte de articulações estratégicas do grupo político ao qual pertence, mas ressaltou que, por ora, a tendência é seguir no União.
“É óbvio que o presidente do partido Rueda conversou comigo, porque nenhum partido quer perder deputado federal, isso é muito natural”, declarou ao ser questionado em entrevista na sede do União Brasil, em Cuiabá, na manhã de hoje (2º).
Na sequência, o parlamentar detalhou que as conversas sobre uma possível ida ao Podemos estavam inseridas em uma estratégia construída com aliados e, sobretudo, com seu grupo político a fim de garantir espaço a todos. O que tornou-se um desafio maior, após o fechamento do diretório estadual do PRD, partido aliado que aglutinaria aqueles que não tivessem espaço na legenda comandada por Mauro Mendes (União).
“Eu tinha um diálogo aqui com o nosso grupo político, pensando no projeto majoritário nosso, por isso eu abri a possibilidade de poder atender e escutar o grupo político e abrir algumas opções”, complementou.
Ao que tudo indica, o apelo pessoal de Rueda pesou para que, ao menos neste momento, o primeiro deputado federal eleito e mais votado nas eleições de 2022 reavaliasse a saída.
Desde quinta-feira, a sede do União Brasil em Mato Grosso registra intensa movimentação de correligionários e aliados, funcionando como ponto de encontro entre lideranças de diversas regiões do estado, em meio à corrida contra o tempo para definição das chapas proporcionais. Os partidos têm até o dia 4 de abril para concluir essas composições.
No caso do União Brasil, além de fechar seus próprios nomes, a legenda precisa alinhar as decisões com o Progressistas, já que as siglas formam uma federação e devem atuar de forma conjunta na montagem.
No cenário da Câmara Federal, a composição ainda é incerta, mas, até o momento, são cotados nomes como o de Garcia, Gisela Simona, o advogado Aécio Rodrigues e a ex-primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.
Pelo Progressistas, despontam Nilson Leitão, Victorio Galli, a vereadora de Cáceres Andrelina Magaly e o coronel Roveri.
Já na disputa pela Assembleia Legislativa (ALMT), o desafio se intensifica diante da presença de nomes consolidados e com mandato, como Sebastião Rezende, Dilmar Dal Bosco e Júlio Campos, todos do União Brasil. Em meio a esse cenário, outro nome forte na corrida pela reeleição, Eduardo Botelho, decidiu abrir mão do espaço e se filiou ao MDB nesta manhã. Pelo Progressistas, há Paulo Araújo (PP).
Sobre o prazo final, Garcia destacou que os últimos dias serão decisivos e que não haverá antecipação de posicionamentos.
“Temos até o dia 4 para terminar de fechar tudo. Eu espero que a gente possa atender a todos os partidos que hoje fazem parte do nosso arco de aliança para que a gente possa continuar junto”, finalizou.
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