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Valdemar diz que mudou de opinião sobre Moro porque precisa dos votos dele

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, detalhou a recente filiação do senador e pré-candidato ao governo do Paraná Sergio Moro ao partido, classificando a movimentação como um “cálculo pragmático” fundamental para a estratégia eleitoral da legenda.

Valdemar, que no passado acumulou divergências com o ex-juiz da Lava Jato, admitiu ter mudado de opinião por entender que o partido precisa do capital político e dos votos de Moro para fortalecer a direita.

“Mudei [de opinião]. Sabe por quê? Porque nós precisamos dos votos dele. Nós só vamos melhorar o país se nós tivermos maioria”, disse o dirigente, em entrevista ao portal Metrópoles, nesta quarta-feira (1º). Segundo o dirigente, Moro disse a ele “não vai ser juiz, vai ser governador”.

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Ele destacou que a articulação com o ex-juiz ocorreu após o governador Ratinho Junior (PSD) anunciar que disputaria a Presidência da República.

“O Ratinho chegou para nós e falou que ia sair candidato. Então, como é que nós íamos ficar no Paraná, se ele era candidato a presidente? Ele ia levar todos os votos do Paraná, não ia sobrar nada para nós”, afirmou Valdemar.

No último dia 23, Ratinho desistiu da pré-candidatura ao Planalto. O apoio a Moro garante ao senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) um palanque no Paraná nas eleições presidenciais.

“Nós vamos ganhar a eleição, mas não com 10 milhões de votos na frente. Nós temos que tomar cuidado, porque na outra eleição nós perdemos na casca. E não vai ser fácil. O governo tem a máquina. Então, nós tivemos que apoiar Moro. Foi bom para nós”, destacou.

Apostando no potencial do novo correligionário, Valdemar descreveu o senador como uma “revelação” no cenário atual e disse acreditar que ele tem chances de vencer a eleição no estado ainda no primeiro turno.

PL de Valdemar pediu a cassação de Moro

Em 2024, o PL pediu a cassação de Moro no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) por suposto abuso de poder econômico durante a campanha de 2022. Na época, o ex-juiz foi anunciado como pré-candidato do Podemos à Presidência.

No entanto, em março de 2022, se filiou ao União Brasil e desistiu da candidatura a presidente, optando por concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. O PL e o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentaram ações contra o senador, que foram julgadas em conjunto.

Na ocasião, o TRE-PR absolveu Moro. Os partidos recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que também rejeitou as ações. Antes disso, em janeiro de 2022, Moro afirmou que quem mandava no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era Valdemar.

“Hoje você tem um governo que é comandado pelo Centrão. Tem algumas pessoas boas dentro desses partidos, mas tem muitos políticos fisiológicos”, disse o senador, em entrevista ao canal do jornalista Felipe Moura Brasil, no YouTube.

“Alguém que foi condenado criminalmente por receber suborno mandando no presidente da República. Eu acho complicado”, acrescentou Moro.

Valdemar diz que Moro ajudou a barrar sua convocação na CPI do Crime Organizado

Apesar dos embates, o presidente do PL disse que a relação entre os dois melhorou. Em entrevista ao SBT News, no último dia 23, Valdemar afirmou que Moro ajudou a barrar sua convocação à CPI do Crime Organizado no Senado.

“Antes de começar a reunião, o Moro [disse]: ‘Valdemar, você viu a sua convocação na CPI?’. Eu falei: ‘Que CPI?’. [Ele respondeu] Do crime organizado. Ele falou: ‘Queriam te convocar. Não te convocamos, graças ao meu voto. Foi seis a cinco, viu, Valdemar’”, relatou o dirigente.

O senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou o requerimento de convocação, citando as doações de campanha feitas por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, ao PL e às campanhas eleitorais de 2022 de Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Como se sabe, Fabiano Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ambos são investigados na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes na instituição financeira. A investigação aponta para sua participação em crimes contra o Sistema Financeira Nacional”, disse Costa no requerimento. No dia 18 de março, o pedido foi rejeitado pela CPI.

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