quinta-feira , 2 abril 2026
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“Tratadas como animais”: funcionárias denunciam assédio no Hospital de Câncer

MICHEL FASOLO

DO REPÓRTERMT

Trabalhadoras da área de limpeza do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCan) denunciaram, por meio de cartas, episódios de assédio moral e abuso por parte de superiores do setor. Nos relatos, as funcionárias afirmam sofrer tratamento desrespeitoso, com gritos, humilhações e ameaças, além de cobrarem providências da instituição. (Veja cartas abaixo)

Em uma das cartas, uma denunciante relata que passou a se sentir desmotivada e abalada emocionalmente após mudanças na supervisão. Segundo o documento, as funcionárias teriam sido tratadas “como animais”, com cobranças excessivas, gritos e constrangimentos. A trabalhadora afirma ainda que chegou a cogitar deixar o emprego diante da situação.

Reprodução

Carta 3

 

Outro relato aponta um ambiente de trabalho marcado por medo e pressão. Uma funcionária afirma ter receio de ir trabalhar e descreve episódios de ameaças de advertência e demissão, além de sobrecarga de tarefas. Há também menção a falas consideradas ofensivas e à ausência de diálogo com a equipe.

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Em outra carta, uma trabalhadora relata que procurou o setor de Recursos Humanos para denunciar a situação, mas afirma ter sido desligada após a manifestação. O caso também inclui relatos de colegas que dizem estar enfrentando ansiedade, desgaste psicológico e sentimento de desvalorização.

Diante das denúncias, o Hospital de Câncer de Mato Grosso informou, por meio de nota, que “adotou imediatamente as medidas necessárias” ao tomar conhecimento das acusações envolvendo conduta inadequada de colaboradores. A instituição afirmou ainda que não compactua com qualquer tipo de assédio ou comportamento que fira a dignidade dos profissionais.

O hospital destacou que mantém setor de Recursos Humanos atuante, canais formais como a Ouvidoria e equipe de psicologia voltada ao acompanhamento de questões relacionadas à saúde ocupacional. Segundo a nota, os casos são tratados com rigor, responsabilidade e alinhamento às diretrizes éticas institucionais.

Ainda conforme o posicionamento, o HCan segue protocolos alinhados à certificação ONA, com auditorias regulares e programa de compliance, reforçando padrões de governança e integridade. A instituição declarou permanecer à disposição para esclarecimentos e reiterou o compromisso com um ambiente de trabalho seguro e respeitoso.

Reprodução

Carta 3

 

Leia a nota na íntegra:

O Hospital de Câncer de Mato Grosso informa que, ao tomar conhecimento de denúncias envolvendo conduta inadequada por parte de colaboradores em relação a integrantes da equipe de serviços gerais, adotou imediatamente as medidas necessárias.

O hospital reforça que não compactua com qualquer tipo assédio ou comportamento que fira a dignidade de seus colaboradores. Situações dessa natureza são tratadas com rigor, responsabilidade e total alinhamento às diretrizes éticas institucionais.

Destacamos que a instituição conta com um setor de Recursos Humanos atuante, além de canais formais como a Ouvidoria, garantindo escuta ativa, acolhimento e tratamento adequado das demandas internas.

Atualmente, o hospital dispõe de profissionais de psicologia dedicados exclusivamente ao acompanhamento de queixas e situações relacionadas à saúde ocupacional, em conformidade com a RN-01, fortalecendo o cuidado com o bem-estar dos colaboradores.

Com protocolos alinhados à certificação ONA, auditorias regulares e a implementação de um programa de Compliance, o hospital segue fortalecendo seus padrões de governança, integridade e transparência.

O Hospital de Câncer de Mato Grosso permanece à disposição para esclarecimentos e reforça que sua prioridade é garantir um ambiente de trabalho seguro, respeitoso e alinhado à sua missão de oferecer assistência de excelência aos pacientes.

Posicioamento do CRM-MT

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informa que recebeu, no início de 2025, relatos de casos que, em tese, podem ser enquadrados como assédio moral, e atrasos recorrentes no pagamento aos profissionais de saúde que atuam na unidade. Além de buscar a solução do problema junto ao hospital, o Conselho encaminhou ofício relatando o caso às autoridades competentes, como Ministério Público Estadual (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

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