quarta-feira , 1 abril 2026
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Rui Costa culpa juros, vendas online e bets por alto endividamento da população

O ainda ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o alto endividamento das famílias brasileiras se tornou a principal preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2026, atribuindo o problema aos juros elevados, avanço das compras online e crescimento das apostas digitais nas chamadas “bets”. Mesmo com a maior massa salarial da história, segundo ele, a população sente perda de poder de compra, o que impacta diretamente o humor do eleitorado.

De acordo com Costa, o cenário econômico atual é resultado de um “combo” negativo que pressiona o orçamento doméstico e compromete a renda das famílias. Ele ainda cobrou um reforço na regulamentação com mais medidas restritivas às bets.

“Temos relatos de empresas privadas com funcionários excepcionais perdendo produtividade e comprometendo a renda familiar pelo vício no jogo”, afirmou em entrevista à GloboNews na terça (31).

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Rui Costa afirmou que o alto endividamento da população será um dos itens que mais pesará na campanha eleitoral e que o principal concorrente à reeleição de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), terá de apresentar resultados concretos ao eleitor.

“O candidato tem que se apresentar, tem que mostrar qual o seu currículo, o que é que ele fez pelo Brasil, o que é que ele fez pela população? […] Porque o exemplo da gestão do pai dele é o desastre completo na economia, na inflação, na taxa de juros e no desemprego”, pontuou.

Por outro lado, o ministro minimizou a entrada do governador goiano Ronaldo Caiado (PSD) na disputa como uma “terceira via” à polarização, afirmando que o caminho da campanha lulista será “mostrar o que era o Brasil na era Bolsonaro e o que é agora”.

Rotativo do cartão dispara endividamento

A discussão sobre o endividamento ganhou força dentro do governo, com a ainda ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), também apontando os juros como o principal problema. Segundo ela, Lula solicitou estudos ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda para avaliar limites ou redução nas taxas do crédito rotativo do cartão, que atingiram 435,9% ao ano em fevereiro, com cerca de 40 milhões de usuários afetados.

“O presidente pediu para estudar. Ele disse assim: ‘como pode um juro que é uma Selic por mês em crédito rotativo? Isso não tem justificativa’”, relatou Gleisi na última segunda (30) a jornalistas.

A ministra defendeu a criação de mecanismos de controle semelhantes aos já aplicados ao cheque especial, medida vista como estratégica diante do impacto direto do endividamento da população na popularidade do governo.

Dados recentes do Banco Central mostram que o comprometimento da renda das famílias com dívidas chegou a 29,3%, o maior nível da série histórica iniciada em 2011. O aumento foi impulsionado principalmente pelo uso de crédito emergencial, especialmente o rotativo do cartão, considerado o mais caro do mercado e recomendado apenas em situações extremas.

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