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Em meio a conversas com o Irã, EUA devem enviar 10 mil militares de infantaria para a região, diz jornal

O Pentágono está avaliando a possibilidade de enviar mais 10 mil militares de infantaria para o Oriente Médio em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, apontou reportagem publicada nesta quinta-feira (26) pelo The Wall Street Journal, que citou como fontes autoridades do Departamento de Guerra cujos nomes não foram divulgados.

De acordo com o WSJ, o objetivo seria oferecer ao presidente Donald Trump mais opções militares em meio às negociações de cessar-fogo com Teerã. A pasta não confirmou oficialmente a informação.

O jornal acrescentou que esse contingente provavelmente será acompanhado do envio de veículos de infantaria e blindados e deve ser alocado a uma distância que permita ataques ao Irã continental e à Ilha de Kharg, centro estratégico de exportação de petróleo do país persa.

Anteriormente, o Pentágono já havia ordenado o envio de cerca de 5 mil fuzileiros navais e 2 mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada.

A notícia foi publicada no mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, prorrogou para 6 de abril o prazo para que o Irã reabra totalmente o Estreito de Ormuz, passagem estratégica bloqueada quase totalmente por Teerã nas últimas semanas.

O prazo vencia nesta sexta-feira (27) e o republicano ameaçou “aniquilar” a infraestrutura energética iraniana caso o regime não cumpra a demanda. Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo transitavam por Ormuz antes da guerra.

Em postagem na rede Truth Social, Trump disse que estendeu o prazo para que as conversas com o Irã continuem.

“As negociações estão em andamento e, apesar das declarações errôneas em contrário da imprensa fake news e de outros, estão indo muito bem”, alegou o presidente americano.

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