O médico Brasil Ramos Caiado prevê alta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (27). Em entrevista nesta quarta-feira (25), na porta do hospital DF Star, o cardiologista revelou que o ciclo de tratamento com antibióticos termina nesta quinta-feira (26).
“O raio-x de ontem à noite nos deixou muito tranquilos, porque há uma significativa melhora no lado direito, praticamente o pulmão está normal, e ainda uma lesão residual, que também já era esperada pela gravidade, no pulmão esquerdo”, revelou Caiado.
Após a alta, o ex-presidente passará por “mecanismos de fisioterapia intensa”, além de acompanhamento de um nutricionista. Para o cardiologista, a recuperação em casa propiciará “um ambiente humanamente mais saudável”, mas pontuou a importância de manutenção dos cuidados médicos, “talvez até mais intensos”.
“Nós já estamos preparados, o ambiente domiciliar já foi também preparado, está em preparação pela família, porque a decisão foi bastante recente, para ser adequada para que nós tivéssemos a redução de riscos para ele no ambiente residencial”, afirmou, em referência à concessão, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de um período de 90 dias em prisão domiciliar.
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Bolsonaro foi internado em 13 de março, após apresentar febre e calafrios. Encaminhado ao Hospital DF Star, ele passou pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O quadro foi classificado como mais acentuado do que complicações anteriores. Durante o período, constatou-se que os antibióticos estavam afetando a função renal, e a equipe precisou ajustar a dose para combater a infecção sem gerar efeitos colaterais graves.
Caiado ainda afirmou que já foi providenciada, para o tratamento em casa, uma cama adaptada, para prevenir problemas relacionados ao refluxo gastroesofágico. O ex-presidente deve contar ainda com o auxílio integral de enfermeiros ou auxiliares de enfermagem.
O prazo dado por Moraes não é classificado como suficiente ou insuficiente por Caiado. De acordo com o médico, os estudos indicam uma recuperação total que pode se estender por até seis meses, mas tudo depende da evolução de cada paciente. “O que nós temos que fazer é uma avaliação periódica, [voltar ao] sistema de UTI, acredito que não”.
“Se você faz uma comparação do sistema domiciliar e prisional com as restrições, você percebe que o ambiente residencial é sempre melhor. Agora, a decisão judicial não compete a nós, mesmo porque nós não temos competência para essas análises todas de decisão de Justiça. O que nós temos que fazer é acompanhá-lo e fazer a programação de redução de riscos”, completou.
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Durante a entrevista, o médico ainda revelou que, após queixas de uma dor ” discreta e intermitente” no ombro direito, Bolsonaro passou por uma avaliação do especialista em ombro Alexandre Paniago.
Após uma ressonância magnética, a equipe identificou uma lesão no manguito rotador, um grupo de quatro músculos e tendões que estabilizam a articulação na região. Diante disso, a equipe cogita a necessidade de uma cirurgia para tratar do caso.
Mesmo com as queixas, a cirurgia não tem previsão, justamente por conta do tratamento da pneumonia. De acordo com Caiado, Paniago viu relação da lesão com a queda sofrida em sua cela no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.
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