VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O juiz da Vara do Tribunal do Júri de Florianópolis (SC), Mônani Menini Pereira, marcou para o dia 14 de maio deste ano o julgamento do empresário cuiabano Arthur Filipovitch Ferreira, de 33 anos, que responde por tentativa de homicídio contra o próprio cunhado, Rodrigo Bueno Coutinho Muller, crime cometido no dia 6 de janeiro de 2025. Na mesma ocasião, o empresário matou Ricardo Beppler, padrastro de Rodrigo, a facadas, mas, em junho do ano passado, foi absolvido da acusação de homicídio, pois a Justiça entendeu que ele agiu em legítima defesa. O motivo seria uma dívida financeira.
De acordo com decisão publicada hoje (24), o julgamento de Arthur será às 9h, no Fórum de Florianópolis.
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“Foi designado o dia 14/05/2026 às 09:00 horas, no Salão do Tribunal do Júri, neste Juízo, situada no subsolo do edifício do Fórum Desembargador Rid Silva, nesta Capital, para ter lugar a Sessão de Julgamento do acusado Arthur Filipovitch Ferreira, pelo Tribunal Popular do Júri, pronunciado pela infração ao artigo 121, “caput”, c/c artigo 14, II, ambos do Código Penal, tendo como vítima Rodrigo Bueno Coutinho Muller”, diz trecho da decisão.
Consta na denúncia que, no dia 6 de janeiro do ano passado, por volta das 10h30, em uma casa localizada no bairro Rio Tavares, em Florianópolis, Arthur matou Ricardo Beppler e tentou matar Rodrigo a facadas após uma discussão.
Ricardo foi atingido com diversos golpes de faca e morreu no local. Já Rodrigo teria suplicado pela vida e, mesmo assim, Arthur o esfaqueou no abdômen. A vítima foi socorrida e sobreviveu.
Após a ação, Arthur chegou a fazer uma publicação nas redes sociais dizendo que tentaram matá-lo e que matou um.
Em decisão proferida no dia 6 de junho do ano passado, a Justiça o absolveu pela morte de Ricardo, por entender que Arthur agiu em legítima defesa. Contudo, ele foi mantido preso enquanto aguarda o julgamento pela tentativa de homicídio contra Rodrigo, pois a Justiça reconheceu a periculosidade do acusado e o risco de que ele pudesse ameaçar e coagir testemunhas.
Inclusive, a irmã de Arthur, que é esposa de Rodrigo, a mãe de Rodrigo e a tia de um amigo do acusado pediram medidas protetivas contra ele por medo.
Para mantê-lo preso, a Justiça considerou ainda o fato de que ele é de outro estado e que, mesmo alegando faturar R$ 50 mil por mês, estava morando de favor com a irmã e com Rodrigo.
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