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No hospital, Bolsonaro chega aos 71 anos em meio à pressão por prisão domiciliar






Preso desde janeiro para cumprir a pena de 27 anos pela participação na trama golpista, o ex-presidente Jair Bolsonaro completa 71 anos neste sábado (21). Ele segue internado no Hospital DF Star, para onde foi levado no último dia 13 depois de apresentar um mal-estar na cela onde está custodiado, no no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília.

Pelas redes sociais, parentes fizeram homenagens ao ex-presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL) gravou um vídeo na casa do pai e o editou com imagens de sua infância em família e passagens da trajetória política do clã.

“Sempre bate uma saudade enorme do tempo em que a gente estava junto no dia a dia, conversando, rindo e falando de tudo um pouco. Hoje, essas conversas estão mais limitadas, mas eu tenho fé de que esse tempo difícil vai passar”, escreveu o pré-candidato ao Planalto.

Em tom semelhante e com imagens da infância e da Presidência do pai, Carlos Bolsonaro (PL) recordou como foi crescer ao lado de Jair Bolsonaro e disse que sempre fez de tudo “para ajudar o velho a conquistar seus objetivos”.

“Continuo hoje, nessa missão”, destacou o pré-candidato ao Senado por Santa Catarina.

Apelos por prisão domiciliar

Parentes e aliados pressionam pela concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente, em razão do quadro de saúde. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo nesta sexta para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) após receber o relatório médico.

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Na quarta-feira, a defesa do ex-presidente havia solicitado a concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando o quadro clínico de Bolsonaro. Diante do pedido, Moraes determinou que o hospital encaminhasse, em até 48 horas, o prontuário médico completo, incluindo exames realizados, medicações administradas e avaliação das condições gerais de saúde.

Com o recebimento dos documentos, o ministro decidiu ouvir a PGR antes de analisar o pedido da defesa. Caberá ao órgão se manifestar sobre a eventual concessão da domiciliar, à luz das informações médicas apresentadas.

Bolsonaro cumpre pena em regime inicial fechado, após condenação em ação penal julgada pelo STF. A análise do pedido de prisão domiciliar ocorre em meio a avaliações dentro da Corte sobre os impactos jurídicos e políticos de uma eventual mudança no regime de cumprimento da pena.

Como mostrou o GLOBO, um grupo de ministros do STF avalia que a eventual concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente pode funcionar como uma forma de proteção institucional da própria Corte, diante do agravamento de seu quadro de saúde e dos possíveis desdobramentos políticos do caso. Integrantes do governo e do PT também têm considerado, sob reserva, que a piora clínica indica que chegou o momento de o ex-presidente voltar a cumprir pena em casa.

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