sexta-feira , 20 março 2026
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Remédio para demência pode elevar risco de AVC, alerta estudo

DO REPÓRTERMT

Um estudo com mais de 165 mil pacientes com demência no Reino Unido aponta que o uso do medicamento risperidona, indicado para controlar quadros de agitação grave, pode aumentar o risco de Acidente Vascular Cerebral. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

A pesquisa foi publicada em 8 de março no British Journal of Psychiatry e analisou dados do sistema público de saúde britânico, o National Health Service, entre 2004 e 2023. Os cientistas compararam pacientes que usavam o medicamento com outros de perfil semelhante que não faziam uso da substância.

Os resultados indicaram que, entre pessoas com maior risco de AVC, 22,2% dos pacientes que utilizavam o remédio sofreram derrame. Entre os que não faziam uso da medicação, o índice foi de 17,7%.

Mesmo em pacientes sem histórico da doença, o risco também apareceu, embora menor. Nesse grupo, a taxa foi de 2,9% entre os que usavam a risperidona, contra 2,2% entre os que não utilizavam o medicamento.

Outro ponto observado pelos pesquisadores é que o risco pode ser mais elevado em tratamentos de curta duração, como os realizados por cerca de 12 semanas.

A risperidona é frequentemente usada em pacientes com demência que apresentam agitação intensa, especialmente quando outras abordagens não funcionam. No Reino Unido, é o único antipsicótico autorizado para esse tipo de tratamento.

Segundo os pesquisadores, a associação entre o medicamento e o aumento do risco de AVC já era conhecida, mas ainda havia dúvidas sobre quais grupos de pacientes seriam mais vulneráveis. A expectativa era identificar perfis mais suscetíveis para orientar melhor a prescrição.

A agitação afeta cerca de metade das pessoas com demência e pode causar sofrimento tanto ao paciente quanto a familiares e cuidadores, o que torna o uso do medicamento comum nesses casos.

Atualmente, diretrizes do sistema de saúde inglês recomendam limitar o uso da risperidona a até seis semanas. Os autores do estudo avaliam que os novos dados podem ajudar a aprimorar essas orientações, com base em características específicas de cada paciente.

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