DO REPÓRTERMT
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Votaram pela manutenção: André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. Entre os argumentos para a manutenção da preventiva do banqueiro, está o “risco concreto de interferência nas investigações”. Falta ainda o voto de Gilmar Mendes.
Vorcaro foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero e é investigado por crimes financeiros. Há ainda suspeita do envolvimento dele em pagamentos indevidos a agentes públicos e participação do que a Polícia Federal chama de “milícia privada”, que monitorava autoridades e jornalistas.
Mendonça é o relator do caso Master no STF e integrante da Segunda Turma, que começou a julgar o referendo da prisão nesta sexta-feira (13).
Os ministros decidem, em plenário virtual, se mantêm ou revogam a prisão de Daniel Vorcaro e outros envolvidos na chamada “perigosa organização criminosa”. A sessão virtual terá sete dias de duração, com a finalização no dia 20. Mesmo que todos os ministros votem nesta sexta, o resultado só é proclamado ao fim do prazo.
Outros presos
Além de Vorcaro, na terceira fase da Operação Compliance Zero, foi determinada a prisão preventiva de Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, apontado como operador financeiro; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”; e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.
Sicário morreu na prisão, após, segundo nota oficial da PF, atentar contra a própria vida.
A Polícia Federal aponta que o grupo monitorava autoridades e jornalistas. Mendonça determinou ainda, na ocasião, o afastamento de dois diretores do Banco Central.
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