A Polícia Federal apura supostos crimes financeiros em fundos ligados ao resort Tayayá, cujo familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, foram sócios via empresa Maridt.
Para rastrear os possíveis crimes, a PF pretende realizar análises a partir de quebras de sigilo sobre fundos que têm conexão com o Banco Master e, mesmo que indiretas, com o Tayayá. Também serão solicitados Relatórios de Inteligência Financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre eventuais transações atípicas.
O principal fundo investigado é o Arleen, que está entre os utilizados pelo Master nas fraudes descobertas, foi o comprador da participação de familiares de Toffoli no resort.
A ligação do fundo Arleen vai além. Seu cotista é o fundo Leal, que por sua vez tem como cotista o advogado Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro preso na última quarta-feira (4) ao ser apontado nas investigações como operador do esquema.
Toffoli pode ser formalmente investigado?
Por ser um ministro do Supremo, Toffoli não pode ser diretamente investigado pela PF. Caso a organização encontre alguma suspeita de irregularidade que exija aprofundamento, terá que enviar um documento apontando os achados ao ministro André Mendonça, atual relator dos inquéritos envolvendo o Banco Master no STF.
Neste caso, a abertura de investigação caberá ao próprio STF com o auxílio da Procuradoria-Geral da República.
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Dias Toffoli deixou a relatoria do caso em 12 de fevereiro. O ministro era alvo de um pedido de suspeição, que foi arquivado dias depois, pela proximidade entre familiares e envolvidos na investigação.
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