FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT
O deputado federal por Mato Grosso José Medeiros (PL) tem se posicionado como um dos principais opositores da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais e põe fim à escala 6×1.
Para o parlamentar, a medida tem caráter eleitoreiro e está desconectada da realidade produtiva do país. Segundo ele, a mudança pode provocar efeitos econômicos negativos, como aumento de custos para empresas, alta de preços e até desemprego, especialmente no setor de serviços e no pequeno comércio.
“Não é proibindo a escala que vai se melhorar a qualidade do trabalhador. A qualidade melhora no ‘bereré’. Hoje a lei já permite que empresas adotem escalas mais flexíveis. Então quem quer, quem consegue estruturar seu negócio dessa forma, já pode fazer”, afirmou em uma publicação no Instagram, na última semana.
Medeiros argumenta que transformar uma possibilidade em obrigação geral pode alterar o equilíbrio do mercado de trabalho. “Eles querem transformar o que é escolha em uma imposição geral, isso altera todo o equilíbrio do emprego. Isso é um perigo”, declarou.
Conforme o bolsonarista, ao reduzir a escala sem diminuir a produção, empresas teriam três caminhos como contratar mais funcionários, pagar horas extras ou repassar o custo ao consumidor.
“Pequenas indústrias e serviços nem sempre conseguem contratar mais, porque as margens são pequenas. O resultado tende a ser aumento de preço ou cortar trabalho. Cortar trabalho significa o quê? Desemprego. Então, quem paga a conta? O consumidor. Ironicamente, o próprio trabalhador vai se ferrar”, defendeu.
Na avaliação do parlamentar, o Brasil já enfrenta entraves estruturais que prejudicam a competitividade. “Não é a escala trabalhista que acaba com o Brasil, é a falta de competitividade, a insegurança jurídica, é a baixa produtividade”, completou.
Medeiros também criticou o Governo Federal, sugerindo que a proposta teria motivação política. “Se o Governo puder não atrapalhar e melhorar a geração de empregos, com renda maior, as empresas, lógico, que vão pagar mais. Mas o Governo não pensa assim, eles pensam em voto. Não estão preocupados com o trabalhador, nem com o Brasil. Estão preocupados em se reeleger”, pontuou.
“Esses projetos que dizem que são pelo pobre, cuidado. É armadilha. Em ano eleitoral é muito difícil um parlamentar votar contra um projeto desse, mas se ele vota a favor é porque quer enganar você. Querem fazer bondade com o seu dinheiro e o seu emprego”, concluiu.
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