quinta-feira , 16 abril 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Lewandowski descarta necessidade de código de ética no STF

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski avaliou como desnecessária a criação de um código de ética na Corte. Em entrevista ao portal Migalhas divulgada nesta segunda-feira (23), ele lembrou da existência da Lei Orgânica da Magistratura (Loman) e do código de ética da magistratura para argumentar que é “inquestionável” que já há “normas suficientes para nortear a conduta de todos os magistrados brasileiros”.

“Nós temos uma série de controles que inclusive passam pela esfera penal. Se o Supremo Tribunal Federal entender que é necessário criar algumas normas adicionais a isso, é um problema interno do Supremo Tribunal Federal”, declarou o jurista. A entrevista ocorreu durante o segundo Congresso Ibero-brasileiro de Governança Global, na Universidade de Salamanca, na Espanha. O tema do evento é jurisdição e segurança jurídica.

VEJA TAMBÉM:

A fala vai de encontro ao que defende o presidente do Supremo, Edson Fachin, que enxerga como necessária a instituição do código de ética para restaurar a credibilidade dos magistrados. Após as revelações sobre as relações entre Dias Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o tema recebeu novo fôlego, ganhando inclusive uma relatora: a ministra Cármen Lúcia. A ideia, porém, ainda não ganhou uma forma nem mesmo no discurso, oscilando seu nome entre código de ética e código de conduta e seu escopo entre os tribunais superiores e apenas o Supremo.

A discussão chamou a atenção de outros atores que há tempos buscam por mudanças na cúpula do Judiciário. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chegou a enviar um ofício a Fachin com sugestões. Um dos pleitos da advocacia é a limitação às sessões virtuais, que tiram o advogado da tribuna física, fazendo-o enviar um vídeo que não possui confirmação de visualização pelos ministros. No campo parlamentar, a pressão é para reduzir o poder dos gabinetes, exercido por meio das decisões monocráticas.

fonte

Verifique também

Girão diz que não há clima no Congresso para punir ministros do STF

Se depender do Congresso Nacional, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não deverão ser penalizados …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *