quinta-feira , 19 fevereiro 2026
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Ativista de direita é assassinado por esquerdistas na França e caso provoca tensão entre Macron e Meloni

O assassinato do ativista da direita nacionalista Quentin Deranque, de 23 anos, em Lyon, no leste da França, no final de semana, gerou forte repercussão política no país e desencadeou um embate diplomático entre o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. O estudante morreu após ser espancado por militantes de esquerda.

De acordo com o procurador de Lyon, Thierry Dran, Deranque sofreu traumatismo craniano depois de ser “jogado ao chão e espancado por pelo menos seis pessoas encapuzadas” nas proximidades de um evento universitário que contava com a presença da eurodeputada Rima Hassan, do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI). Ele foi levado ao hospital em estado crítico e morreu dois dias depois, segundo a autópsia.

As autoridades francesas informaram que 11 pessoas foram detidas no âmbito da investigação do caso. Conforme a Promotoria, sete dos suspeitos devem responder por homicídio, enquanto outros quatro são investigados por auxílio à fuga de envolvidos. Entre os detidos está Jacques-Elie Favrot, assessor parlamentar do deputado Raphaël Arnault, ligado ao LFI. Segundo o advogado de Favrot, ele admite ter estado no local e participado das agressões, mas nega ter desferido os golpes que causaram a morte do jovem de direita.

O grupo Patriots for Europe, do qual faz parte o partido francês da direita nacionalista Reagrupamento Nacional (RN), solicitou nesta semana um minuto de silêncio no Parlamento Europeu em memória de Deranque.

Nas redes sociais, Meloni classificou o assassinato do jovem nesta quarta-feira (18) como “uma ferida para toda a Europa”, afirmando que o ataque brutal contra ele representa um ataque à democracia. Por sua vez, Macron criticou o posicionamento da premiê italiana. Durante visita à Índia nesta quarta, o presidente francês declarou que fica “sempre impressionado” ao ver “pessoas que são nacionalistas” comentando assuntos internos de outros países. Questionado se se referia a Meloni, ele respondeu: “Você entendeu corretamente”.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, também se manifestou sobre o assassinato do jovem na França, condenando o ato e afirmando que crimes dessa natureza “não têm fronteiras”.

O líder do LFI, Jean-Luc Mélenchon, negou responsabilidade do partido no caso e pediu que apoiadores não alimentem a “incitação à justiça com as próprias mãos”.

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