ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, confirmado hoje (18), gerou uma onda de manifestações nas redes sociais entre políticos de direita em Mato Grosso.
O grupo, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), interpretou o “queda” da agremiação como a “primeira derrota” política do presidente Lula (PT) em 2026.
O enredo da escola focava na biografia do petista e trazia críticas diretas a Bolsonaro, representado de forma satírica em uma cela e com tornozeleira eletrônica.
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O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) afirmou que o resultado demonstra que o Carnaval não deve servir de palanque e classificou a apresentação como propaganda antecipada.
Na mesma linha, o deputado federal José Medeiros (PL) considerou o rebaixamento um desfecho justo para a escolha temática da escola, enquanto o vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), ironizou a situação nas redes sociais apelidando a agremiação de “Unidos do Faz o L”.
No Senado, Wellington Fagundes (PL) repercutiu posicionamentos da família Bolsonaro, reforçando que temas que confrontam valores conservadores não encontram eco no público.
A Acadêmicos de Niterói terminou a apuração com 264,6 pontos, a menor nota da competição, após exibir referências explícitas ao Partido dos Trabalhadores (PT), como gritos de guerra da militância e o número da legenda na urna eletrônica.
A escola vai para o Grupo de Acesso. Com o rebaixamento, a Acadêmicos de Niterói disputará a Série Ouro em 2027.
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