quinta-feira , 12 fevereiro 2026
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Em prejuízo com Master, BRB corta patrocínios e valor do Flamengo deve ser revisado

O Banco de Brasília (BRB) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal, nesta quarta-feira (11), uma redução de quase 60% no valor empenhado em patrocínios. O montante caiu de quase R$ 120 milhões, em 2025, para R$ 50 milhões sob a gestão da nova diretoria da instituição em 2026. A quantia dedicada ao Flamengo, o time mais popular do país, também deve ser impactada.

A redução de custos ocorre na esteira de prejuízos que ainda são contabilizados devido a uma operação fraudulenta da qual o BRB participou ao adquirir “títulos podres” do Banco Master — instituição liquidada em novembro do ano passado em uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal. Estima-se que o BRB tenha aplicado até R$ 12 bilhões em títulos fraudulentos, gerando um prejuízo bilionário ao banco público do DF.

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Atualmente, o valor empenhado pelo BRB no Flamengo varia entre R$ 32 milhões e R$ 40 milhões (entre cotas fixas e variáveis), e o contrato vigente expira em 31 de março. Segundo apuração da Gazeta do Povo, o banco não deve investir mais do que R$ 26 milhões no valor fixo, além de aproximadamente R$ 15 milhões no cartão “BRB Fla”. Descontada a inflação, equivale a um congelamento. A instituição estuda, inclusive, terceirizar a operação do cartão Nação BRB Fla para uma empresa com capital próprio.

Em nota, o BRB informou que todos os contratos atuais estão sendo revisados seguindo “critérios técnicos e estratégicos, observando princípios de economicidade, transparência e governança”. O banco ainda sinalizou que não deve manter gastos elevados fora de sua base principal: “O banco reafirma seu compromisso em concentrar investimentos em Brasília”. O BRB é patrocinador Master do Flamengo desde 2020.

Por determinação do Banco Central, a diretoria do  BRB apresentou um plano de recapitalização, com cronograma para recompor o capital mínimo exigido pelas regras prudenciais.

O BRB é uma sociedade de economia mista de capital aberto, controlada pelo governo do Distrito Federal. Em nota, o banco afirmou que medidas preventivas de recomposição de capital poderão ser adotadas nos próximos meses “caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro”. O BRB sempre declarou a própria solidez e descartou risco às operações por causa do caso Master.

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