quarta-feira , 11 fevereiro 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

“Mansão do lobby” da Fictor mirou CPI do INSS e Itaipu em Brasília, diz jornal

Uma mansão de cerca de 500 metros quadrados no Lago Sul, em Brasília, teria sido usada pela empresa de investimentos Fictor como base de lobby político e de articulações em torno da CPI do INSS, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

A empresa teria alugado o imóvel por meio de um ex-sócio, Luis Phillippi Rubini, e o transformou em espécie de “casa de negócios”, com identidade da Fictor até no nome da rede wi-fi, de acordo com o jornal.

De acordo com o Estadão, a mansão recebeu ao menos um evento com a presença de ministros e dirigentes do PT, entre eles a então presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e o então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, além do diretor-geral de Itaipu, Ênio Verri.

Continua depois da publicidade

Um consultor da Fictor, Felipe Alcântara, teria tentado usar a aproximação para oferecer que a empresa ou uma gestora por ela indicada administrasse até R$ 1 bilhão de um fundo de reserva da hidrelétrica binacional – proposta que acabou não avançando por restrições legais, segundo a reportagem.

O jornal também relata que o imóvel foi palco de uma reunião envolvendo o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder petista na CPMI do INSS, e o ex-policial civil Rogério Giglio, que havia gravado o advogado Eli Cohen e o acusou de pedir dinheiro à bancada bolsonarista para depor contra o governo.

Giglio, porém, teria se retratado depois em cartório e afirmado ao Estadão que foi pago por representantes da Fictor para mentir e produzir material contra Cohen, com o objetivo de abastecer a ala governista na comissão.

Segundo o Estadão, Alcântara admite ter articulado o encontro e afirma que tentou “oferecer” o caso aos petistas, enquanto Pimenta diz que não sabia que a casa estava ligada à Fictor e que considerou frágeis as provas apresentadas por Giglio, embora tenha usado o áudio para pedir nova convocação de Cohen à CPI.

O advogado Renato de Matteo Reginatto, apontado por Giglio como quem o teria recrutado para trabalhar para a Fictor, nega a versão e alega sigilo profissional; Rubini, por sua vez, afirma nunca ter conhecido o ex-policial e nega qualquer envolvimento nos fatos descritos.

O advogado Eli Cohen, que denunciou fraudes bilionárias envolvendo associações ligadas ao INSS e se diz alvo de “linchamento reputacional”, defendeu ao jornal apuração rigorosa sobre a suposta fabricação de provas, a atuação da Fictor e o uso de estruturas políticas para atingir denunciantes.

fonte

Verifique também

Ideal seria direita a se unir e eleger Flávio Bolsonaro no 1º turno, diz Costa Neto

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira, 11, que os candidatos …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *