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Ministério Público pede que PM e comparsa sejam levados a júri popular por assassinato de personal em VG

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu que o policial militar Raylton Mourão e o comparsa dele, Vitor Hugo Oliveira da Silva, sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. Eles são acusados de assassinar a tiros a personal trainer Rozeli da Costa Nunes, em setembro do ano passado, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

O pedido foi assinado pelo promotor César Danilo Ribeiro de Novais, que usou como base as provas da autoria do crime cometido por Raylton e da participação de Vitor Hugo, comprovadas em laudos e boletins de ocorrência. Os dois respondem por homicídio qualificado pelo motivo torpe, emprego de meio que resultou perigo comum e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de porte ilegal de arma de fogo compartilhada.

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“Posto isso, o Ministério Público requer, com espeque no artigo 413 do CPP, sejam pronunciados, nos exatos termos da denúncia, os réus Raylton Duarte Mourão e Vitor Hugo Oliveira da Silva, para que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri desta Comarca de Várzea Grande e, ao final, condenados pela prática dos crimes previstos no artigo 14 da Lei 10.826/2003 e artigo 121, §2º, I, III e IV, do Código Penal, na forma dos arts. 29 e 69, ambos do Código Penal, por ser medida de Justiça”, diz trecho da manifestação.

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Rozeli Nunes foi assassinada no dia 11 de setembro de 2025, por volta das 6h30, na rua da casa dela, no bairro Cohab Canelas. Ela estava saindo de casa para trabalhar quando foi surpreendida pela dupla, que estava em uma motocicleta.

Enquanto Vitor Hugo pilotava o veículo, Raylton Mourão efetuou cerca de sete disparos a curta distância contra a vítima, que estava dirigindo o carro dela e morreu ainda no local.

Após o crime, Raylton e Vitor Hugo fugiram. O PM se entregou oito dias depois, e o comparsa foi capturado quase 20 dias após o assassinato, quando tentava fugir para Cáceres, a 218 km de Cuiabá.

Em depoimento à polícia, o PM confessou que a motivação do crime foi uma ação de reparação de danos materiais e morais ajuizada por Rozeli contra ele após um acidente de trânsito envolvendo um caminhão da empresa “Reizinho Água Potável”, de propriedade de Raylton. A personal trainer pedia uma indenização de R$ 24 mil pelos prejuízos e, logo no início do processo, o policial decidiu se vingar da vítima.

Ainda no depoimento, Raylton alegou que ouvia “vozes” de demônios e que acordou com vontade incontrolável de matar a mulher.

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Já Vitor Hugo contou que o policial o procurou para uma “missão” e que, inicialmente, achou que iria fazer um serviço de capinagem durante a madrugada. Segundo ele, apenas quando se aproximou da casa da vítima percebeu que havia sido contratado para cometer um crime, mas continuou por medo de Raylton.

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Ele pilotou a motocicleta e realizou manobras de aproximação do carro da vítima, facilitando a execução dos disparos e a fuga.

O comparsa do PM contou ainda que recebeu R$ 180 antes do crime e mais R$ 300 e um celular após a execução.

Raylton e Vitor Hugo continuam presos.

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