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Lula defende governos de Cuba e Venezuela em evento do PT em Salvador

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado os governos de Cuba e Venezuela e criticou o que classificou como ameaças do governo dos Estados Unidos contra os dois países. Também disse ao embaixador da China no Brasil que os EUA agem para limitar o acesso chinês a minerais críticos. As declarações foram feitas durante o evento que comemora os 46 anos do PT, realizado em Salvador.

— Nosso país é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos Estados Unidos contra eles e nós temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar. Temos de dizer, em alto e bom som, que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo da Venezuela e não pelos Estados Unidos ou pelo Trump — disse Lula.

O presidente fazia referência à deposição do ditador venezuelano Nicolás Maduro, que em 3 de janeiro foi capturado junto da esposa, Cilia Flores, em uma operação militar americana em Caracas. O casal agora está preso em Nova York, onde responde à Justiça dos Estados Unidos por suposto envolvimento com o narcotráfico. Desde então, os EUA apoiam o governo da vice de Maduro, Delcy Rodríguez. Mais recentemente, no entanto, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que Delcy Rodríguez “pode ter o mesmo destino” de Maduro se não colaborar com os EUA.

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A Venezuela enviou seu embaixador no Brasil ao evento do PT em Salvador, assim como a China e a Bielorrússia.

No caso de Cuba, Trump tem aumentado a pressão sobre o regime que governa a ilha do Caribe desde a década de 1950. No fim de janeiro, por exemplo, o presidente americano assinou uma ordem executiva que ameaça impor tarifas adicionais às exportações de países que fornecem petróleo a Cuba, medida que objetiva piorar a escassez do combustível no país. A ilha tem sofrido crise econômica, apagões e escassez.

Lula voltou a dizer, também, que defende a soberania do Brasil, em referência à negociação do país com os Estados Unidos para suspender o tarifaço de 50% imposto a exportações brasileiras, bem como as sanções diplomáticas dos EUA a autoridades brasileiras.

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— Temos que dizer, em alto e bom som, para quem quiser ouvir: nosso país é um país soberano. A gente quer trabalhar com todo o mundo, mas a gente não quer voltar a ser colonizado — afirmou o presidente.

Nos últimos meses, desde que Trump e Lula iniciaram as negociações, o lado americano ampliou isenções ao tarifaço e suspendeu os efeitos da Lei Magnitsky (que bloqueia ativos) sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e de sua esposa. Ainda há, no entanto, tarifas elevadas às exportações industriais do Brasil, bem como vistos americanos cassados de autoridades do governo.

Lula também agradeceu a presença do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, no evento do PT, e disse a ele que há um movimento dos EUA para restringir o acesso chinês a terras raras e minerais críticos.

— Agora, embaixador, toda conversa e toda reunião é para evitar que os países vendam terras raras e minerais críticos para a China. É uma briga meia (sic) escondida, mas tudo é contra a China e eu quero dizer que sou muito grato à parceria que a gente tem com a China porque é uma parceria respeitosa e exitosa — afirmou.

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