terça-feira , 3 fevereiro 2026
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Viver é mais que sonhar  

João Franco

A maioria das pessoas é absorvida pelas duras rotinas e não consegue ter um momento sequer consigo mesma. Vivem para os negócios do mundo e acabam se esquecendo da particularidade da própria vida.

Passamos o tempo inventando desculpas emocionais para enganar aquela parte da mente que necessita de equilíbrio. Alguns sentem a necessidade de parecer ilimitados, o que é puramente emocional. No entanto, há momentos na vida em que precisamos “adultalizar” as ações, racionalizar os fatos e, às vezes, desprezar projetos impossíveis, para não nos arrependermos de tudo o que fizemos.

É importante compreender que o mundo é um grande negócio, e as nossas finanças são o principal agente financiador dos nossos planos e sonhos. Quando bem controladas, produzem estabilidade no planejamento de vida e tornam-se fator determinante para alcançarmos nossas metas. Quando bem estabelecidas, são sempre o grande ponto de equilíbrio em nossos projetos profissionais e até mesmo no sentido racional do nosso viver.

Ninguém está livre das surpresas — agradáveis ou desagradáveis — que ocorrem a todo instante. Elas fazem parte da trajetória daqueles que ousam dar o primeiro passo e não desistem diante do primeiro obstáculo. Pequenos problemas podem causar grande impacto emocional; uma simples crítica pode estragar um dia ou até uma semana inteira, gerando insegurança na administração dos bons momentos ou prejuízos oriundos de planejamentos equivocados. Isso pode trazer pequenos desequilíbrios emocionais, mas o essencial é estarmos preparados para navegar pelo mundo das emoções sem perder o sentido da vida e o prazer de viver.

Apesar de todos os cuidados, às vezes é necessário permitir que a vida nos surpreenda e até extrapolar pequenos limites, desde que saibamos nos transformar em agentes modificadores da nossa própria história, e não personagens vitimizados por momentos mal-conduzidos. Quando as necessidades emocionais não são atendidas, a realização dos objetivos pode não acontecer e, certamente, a qualidade de vida emocional será prejudicada.

A tentativa de enganar a nós mesmos nos faz ultrapassar limites e abandonar a racionalidade. Por isso, somos surpreendidos por fatos indesejáveis. Contudo, são nesses momentos que somos testados a demonstrar nosso equilíbrio. Viver sobre a linha divisória entre o emocional e o racional é o que viabiliza nossa segurança mental e emocional. Afinal, o nosso viver depende tanto do equilíbrio emocional quanto do planejamento financeiro — porque viver, de fato, é um grande negócio.    

Wilson Carlos Fuah Escritor, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica 

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