DO REPÓRTERMT
O delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), afirmou que Rudson Willian da Silva, de 30 anos, preso por extorquir homens homossexuais em Cuiabá, escolhia como alvos pessoas em situação de vulnerabilidade, principalmente homens casados ou com receio de exposição da vida íntima.
Conforme as investigações, para cometer os crimes, ele utilizava aplicativos de relacionamento e plataformas de conversas on-line, como Scoka, Bate-Papo UOL e Grindr, para atrair as vítimas. Após o primeiro contato, passava a extorqui-las utilizando fotos e vídeos íntimos como forma de chantagem.
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Em alguns casos, conforme apurado pela investigação, Rudson chegou a tentar gravar as vítimas de maneira clandestina para reforçar as ameaças. Posteriormente, de posse de informações da vida pessoal e privada das vítimas, ele passava a ameaçá-las para extorquir dinheiro, prática conhecida como “sextorsão”.
“Ele utilizava esses aplicativos para fazer o primeiro contato. Combinava encontro, normal ou encontro de programa, e aí no encontro pessoal ou se aproveitando de fotos já começava a extorquir as vítimas com foto ou vídeo. Teve caso que ele tentou gravar a vítima clandestinamente. Em resumo, ele usava a vulnerabilidade das vítimas homossexuais e ameaçava expô-las.”, contou o delegado em entrevista ao programa SBT Comunidade.
De acordo com o delegado, o esquema se baseava na pressão psicológica e no medo da exposição. “Na verdade ele aproveitava de qualquer vulnerabilidade. Se fosse casada, fosse uma foto íntima, ele se aproveitava e extorquia.”, disse.
Até o momento, sete vítimas já foram identificadas, mas a Polícia Civil acredita que o número seja maior. Isso porque, como explica o delegado, o crime de extorsão depende da formalização da denúncia.
“O crime de extorsão, ele depende da vítima. Só vai haver persecução penal em relação a novas vítimas se a vítima comparecer. Acredito que devem existir muito mais, porque, como é uma questão muito sensível, seja casado ou não casado, quem vai querer se expor numa situação dessa? Então, acredito que tenha muito mais vítimas”, explicou.
Rudson foi preso na quarta-feira (28), nas proximidades da Rodoviária de Cuiabá. À Polícia, ele inicialmente tentou responsabilizar as vítimas, mas posteriormente confessou a autoria dos crimes. A Justiça decretou a prisão preventiva e autorizou medidas como mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telemático e bloqueio de valores que podem chegar a R$ 40 mil.
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para colaborar com o esclarecimento dos fatos.
Relembre o caso
Rudson Willian da Silva, de 30 anos, foi preso pela Polícia Civil na quarta-feira (28), próximo à Rodoviária de Cuiabá, após ser acusado de estar envolvido em série uma série de crimes de extorsão praticados contra homens homossexuais da capital. A prisão foi efetuada após investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Segundo as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), ele utilizava aplicativos de relacionamento para se aproximar das vítimas e, após conquistar a confiança, passava a ameaçá-las com a divulgação de fotos e vídeos íntimos, prática conhecida como “sextorsão”.
Os valores exigidos eram transferidos via Pix, geralmente para contas de terceiros. O suspeito foi localizado nas proximidades da Rodoviária de Cuiabá, confessou os crimes e teve a prisão preventiva decretada. Até o momento, sete vítimas foram identificadas, mas a Polícia Civil acredita que o número possa ser maior.
Veja vídeo:
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