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Dono da Chiroli Uniformes fez saques abaixo de R$ 50 mil para fugir de radar do Coaf em Cuiabá

GUSTAVO CASTRO

DO REPÓRTERMT

O empresário João Nery Chiroli, principal operador financeiro investigado na Operação Gorjeta, utilizou uma estratégia para tentar despistar os órgãos de controle: realizou oito saques em espécie, sempre em valores abaixo de R$ 50 mil. A manobra, segundo a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), servia para enganar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), evitando que as transações fossem comunicadas automaticamente como suspeitas.

Ao todo, Chiroli sacou R$ 295 mil da conta da empresa Sem Limite Esporte e Eventos (Chiroli Esportes) em um intervalo de apenas 20 dias. A movimentação frenética ocorreu logo após a empresa receber R$ 1,29 milhão do Instituto Brasil Central (Ibrace), montante oriundo de emendas parlamentares da Câmara de Cuiabá.

Leia mais – Juiz vê indícios de lavagem após empresário de Cuiabá sacar R$ 295 mil em dinheiro vivo em 20 dias

A Deccor foi taxativa sobre a intenção do investigado.

A concentração das operações em um curto intervalo — entre 09 e 29 de abril — com valores estrategicamente fixados abaixo de R$ 50.000,00, evidencia uma possível tentativa deliberada de burlar os mecanismos de controle. Tal prática visa evitar a comunicação automática de operações suspeitas pelas instituições financeiras ao COAF”, diz trecho do relatório que o teve acesso.

Além da “tática dos saques”, a investigação identificou a pulverização do dinheiro público entre familiares e empresas de fachada. A Chiroli Esportes transferiu R$ 178 mil para a Chiroli Uniformes, que pertence à esposa de João, Magali Chiroli. A polícia afirma que a empresa não existe fisicamente e serve apenas para confusão patrimonial.

Ressalta-se que os agrupamentos das movimentações financeiras em grandes grupos suspeitos constituem indícios de prática do delito de lavagem de capitais, sendo que, no caso em análise, o crime antecedente é, em tese, o peculato”, completou a Deccor.

O dinheiro das emendas, que deveria custear eventos esportivos, ainda foi parar nas mãos do presidente do Ibrace, Alex Jony Silva (R$ 142 mil) e até de um pedreiro (R$ 20 mil).

A operação

Além de Chico e Chiroli, foram alvos da operação os servidores da Câmara Municipal de Cuiabá Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete do vereador Chico 2000, e Joaci Conceição Silva, lotado no gabinete do vereador Mário Nadaf (PV); Alex Jones Silva, presidente do Instituto Brasil Central (IBRACE); e Magali Gauna Felismino Chiroli. Também foram alvos a empresa Chirolli Uniformes e o Instituto Brasil Central também foram alvos da operação.


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