segunda-feira , 26 janeiro 2026
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Rússia rejeita falha em sistema de defesa e diz ter nomes dos “traidores” de Maduro

O embaixador da Rússia na Venezuela, Sergey Melik-Bagdasarov, disse em entrevista neste domingo (25) ter conhecimento dos nomes das pessoas que ajudaram os EUA durante os planos de captura do ex-ditador Nicolás Maduro.

Segundo ele, o êxito no plano só foi possível devido a falhas internas, negligência e à colaboração de autoridades venezuelanas com os serviços de inteligência de Washington, incluindo pessoas que integravam o círculo íntimo do chavista.

Em outubro, Maduro se gabou de ter “milhares” de mísseis russos que, em tese, o ajudariam a manter os EUA longe do território venezuelano. No entanto, no dia da operação, tanto o sistema local quanto o russo falharam.

O embaixador russo afirmou que Caracas chegou a efetuar dois disparos com baterias antiaéreas russas contra as tropas americanas durante a operação de captura, mas os ataques falharam por falta de treinamento do pessoal militar venezuelano.

“Além de ter uma metralhadora nas mãos, é preciso saber dispará-la”, declarou Melik-Bagdasarov, acrescentando que os militares erraram os alvos nas tentativas.

O diplomata deu as declarações ao canal de televisão Rossiya-24 , ocasião na qual descreveu um cenário de deslealdade anterior à operação militar que culminou em 3 de janeiro com a remoção do ex-ditador venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores, da Venezuela.

“Se o que acontecia aqui [Venezuela] muito antes disso [da operação] pudesse ser descrito como traição, então, naturalmente, era”, acrescentou, referindo-se ao comportamento das forças de segurança antes da operação relâmpago americana..

Segundo o diplomata, a Rússia conhece os nomes daqueles que “trabalharam sistematicamente para a inteligência americana” e que deixaram a Venezuela após a operação.

Mesmo diante da derrota de um aliado, a Rússia reiterou seu apoio ao regime da Venezuela, garantindo que a cooperação militar “não foi cancelada”, que a Rússia segue cumprindo seus compromissos e que a manutenção dos sistemas de armas russos no país latino-americano continuará por décadas.

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