GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, determinou a suspensão cautelar imediata do exercício profissional do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 67 anos. A decisão foi encaminhada ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para a abertura dos procedimentos disciplinares cabíveis.
A medida foi tomada após o jurista atropelar e matar a servidora aposentada da Politec Ilmes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, na manhã dssa terça-feira (20), na Avenida da FEB, em Várzea Grande. Segundo a OAB-MT, a suspensão preventiva é necessária diante da “gravidade da conduta, do potencial ofensivo à dignidade da classe e da expressiva repercussão social”, além do extenso histórico criminal do acusado.
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Prisão mantida
Nesta quarta-feira (21), o juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, converteu a prisão em flagrante de Paulo Roberto em prisão preventiva. O magistrado considerou que os requisitos para a manutenção da detenção foram preenchidos, visando a garantia da ordem pública.
Conforme noticiado pelo RepórterMT, o acidente ocorreu na Avenida da FEB, quando Ilmes concluía a travessia da pista e foi atingida pelo Fiat Toro conduzido pelo advogado, que estava em alta velocidade. Com o impacto, a idosa foi arremessada para a pista contrária e atingida por outro veículo; o corpo da vítima ficou dilacerado. Paulo Roberto fugiu sem prestar socorro.
Em depoimento à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o advogado apresentou uma versão que chocou os investigadores: ele afirmou que a idosa é quem o teria atropelado. “O corpo dela que acertou o meu carro, do lado. Ela que me atropelou”, declarou ao delegado Christian Cabral. Ele alegou ainda que não estava bem de saúde e teria aberto a janela para vomitar momentos antes da colisão.
Histórico criminoso
O advogado Paulo Roberto possui um passado marcado por crimes violentos. Ele já foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato e esquartejamento de Rosimeire Maria da Silva, em 2004. Na época, ele usava a identidade falsa de Francisco de Ângelis Vaccani Lima e jogou os pedaços do corpo da vítima em rios de Mato Grosso.
Além disso, possui outra condenação de 13 anos de prisão pela morte do delegado Eduardo da Rocha Coelho, em 1998, no Rio de Janeiro. Na ocasião, Paulo Roberto era policial civil e atirou contra o delegado dentro de uma viatura. Atualmente, ele figura como réu em mais de 20 processos judiciais.
O delegado Christian Cabral indiciou o advogado por homicídio doloso (quando se assume o risco de matar) e fuga de local de crime.
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