sábado , 25 abril 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Confiança das indústrias é a pior para janeiro desde o governo Dilma, aponta CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apurou o pior Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) em 10 anos. Segundo a CNI, o índice, divulgado nesta quarta-feira (21), subiu 0,5 ponto em janeiro de 2026, chegando aos 48,5 pontos. Esta ligeira alta, contudo, não impediu o pior resultado para o mês em uma década.

Ainda de acordo com a entidade, a pior marca histórica do indicador ocorreu durante a recessão econômica do segundo governo Dilma Rousseff, em janeiro de 2016, quando o ICEI marcou 36,6 pontos.

VEJA TAMBÉM:

Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, os juros altos são a principal causa da falta de confiança.

“A confiança do empresário vem baixando desde o início do ano passado, em resposta à elevação da taxa Selic, que aconteceu a partir do fim de 2024. À medida que a taxa de juros aumentou e os efeitos foram mais sentidos na atividade econômica, a falta de confiança se consolidou”, explicou.

A CNI informou que a edição de janeiro do ICEI ouviu 1.058 empresas, sendo 426 pequenas, 383 médias e 249 grandes entre os dias 5 e 9 de janeiro de 2026.

Crise econômica das pedaladas

A ex-presidente perdeu o mandato em 2016 depois de atrasar repasses a bancos como forma de maquiar positivamente as contas do governo, as chamadas “pedaladas fiscais”. A manobra tinha como objetivo criar um cenário artificial de que o governo gastava menos do que arrecadava, o que era uma ficção contábil.

De acordo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2015, o governo petista não ressarcia no prazo bancos que pagavam benefícios sociais, como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida – o que caracterizaria operação de empréstimo. Somente no primeiro semestre de 2015, foram R$ 40 bilhões em repasses atrasados.

Este atraso fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe concessão de empréstimo pelos bancos públicos à União. Ainda de acordo com o TCU, a manobra levou a uma avaliação enganosa do resultado primário das contas públicas superior a R$ 10 bilhões e R$ 7 bilhões, respectivamente, entre 2013 e 2014, o que contribuiu para o cenário de incertezas de 2016.

fonte

Verifique também

Governo falhou ao tentar estimular comércio nacional com “taxa das blusinhas”, indica estudo

Um estudo da Global Intelligence and Analytics encomendado pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *